Baixa produtividade do trabalhador brasileiro é desafio para as empresas

Veja o que a sua empresa pode fazer para melhorar o desempenho da equipe

Por Gabriel Moura

Se você acha que a produtividade do trabalhador brasileiro é baixa saiba que isso não é impressão sua. Segundo o estudo divulgado pela entidade americana The Conference Board, o Brasil está na 75ª posição mundial no ranking que mede o desempenho da produtividade.

Quando comparado com outros países da América Latina, o Brasil passa para o 15º lugar. De acordo com os dados, a produtividade do brasileiro equivale a 25% do americano. Ou seja, para fazer o que um americano faz, são necessários quatro brasileiros.

De acordo com o coach Maurício Seriacopi, esse fato revela o quanto as empresas brasileiras e os próprios profissionais ainda precisam investir em qualificação. “Para que tenhamos melhora na produtividade, redução na perda de matérias-primas e insumos, e consequente aumento da rentabilidade, precisamos qualificar nossos colaboradores, não apenas nos quesitos técnicos, mas educacionais e culturais”, defende o consultor.

“É preciso repensar nossos meios produtivos e a forma como estamos inserindo no mercado de trabalho, jovens extremamente despreparados. Se não encaramos com realismo e coragem essa defasagem do ensino educacional, corremos o risco de despencarmos ainda mais nesse ranking”, afirma Maurício.

Para o consultor, é fundamental inserir a área de recursos humanos na estratégia das organizações. Segundo o especialista, as empresas devem gerar ações que engajem os colaboradores num envolvente processo de desenvolvimento, não apenas no âmbito profissional, mas também no pessoal com grande foco sócio-cultural. Entre as ações, Seriacopi recomenda:

1. Um processo de seleção e recrutamento inteligente, que vise identificar as necessidades de capacitação do novo colaborador;

2. Uma integração ampla que não se limite apenas em apresentar os futuros colegas de trabalho, mas que apresente a filosofia da organização (missão, visão, valores);

3. Plano de carreira vertical ou horizontal claros, descomplicados e imparciais com políticas transparentes;

4. Programas de apoio e estímulo ao desenvolvimento intelectual com cursos internos e externos, participação de palestras e workshop’s;

5. Projetos internos com o objetivo de estabelecer a busca da melhoria no clima organizacional por meio de planos de ações criados, discutidos e executados pelos próprios colaboradores, como por exemplo, a implantação de uma biblioteca.



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