Custo de links patrocinados sobe

Da redação

Relatório revela que apesar da alta a segmentação de campanha ganha mais eficiência

O mundo digital muda a todo o momento e as empresas que fazem campanhas patrocinadas precisam se atualizar constantemente. Essa agitação com mudanças nos mecanismos de busca e nas estratégias de comunicação das grandes marcas acabara inflacionando o custo dos links patrocinados (busca paga).

É o que revela o estudo “Paid Search Trends” do 4º TRI da iProspect, agência de marketing digital full performance presente em 54 países. O relatório é organizado nos EUA e baseado no rastreamento de mais de 220 mil campanhas online ativas em vários Países, referentes a 2.500 contas do Google AdWords.

Segundo o relatório, a competição no ambiente online ficou mais acirrada com mais investimentos se dirigindo aos dispositivos móveis e, no mercado de varejo, à modalidade lista de compras (Shopping Ads). A predominância do acesso em dispositivos móveis e os novos formatos tanto para Shopping Ads, como para inserção em celulares, impulsionaram este movimento. De 2016 para 2017, o Custo por Click (CPC) da busca paga e do shopping ads cresceram 25% – pressionados pelos fatores já mencionados e também por mudanças no algoritmo de busca.

Apesar da elevação dos custos, o CTR (taxa de cliques por 1000 impressões) também cresceu ao longo de 2017, assim como a taxa de conversão. “O maior investimento aliado a estratégias de segmentação mais assertivas e o desenvolvimento de formatos mais amigáveis de inserção aumentaram a eficiência das campanhas. A jornada do consumidor está cada vez mais integrada, tendo o digital como grande direcionador. As marcas devem estar preparadas para corretamente se inserir neste contexto e com o orçamento necessário”, afirma Paola Máximo, diretora de operações da iProspect. O estudo mostrou também que o CTR do buscador Bing foi 57% maior do que o do Google.

Pela primeira vez, o estudo detectou uma queda no volume de cliques de 18% em 2017. “Entendemos que o crescimento dos cliques em dispositivos móveis não cresceu em um ritmo suficiente para compensar a queda dos cliques em desktops, mostrando, mais uma vez, a mudança no comportamento consumidor. Notamos também que boa parte destes cliques estão migrando para plataformas da Amazon, o que deve continuar a acontecer”, completa Paola Máximo.



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