Dez gemas raras que você precisa conhecer

Confira algumas das pedras especiais pouco encontradas na natureza

Por Débora Rodrigues

Existem muitas pedras preciosas empregadas na joalheria, tão usadas quanto os diamantes e também pouco encontradas na natureza. Segundo a gemóloga do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais – IBGM, Gracia Baião, elas são verdadeiros tesouros “consideradas raras não apenas por sua escassez, beleza, cor, resistência, efeitos óticos entre outras propriedades avaliadas. Aqui, listamos apenas dez pedras deslumbrantes que você não teria imaginado que são tão incomuns e preciosas.

1. Tanzanita
Intensas tonalidades azul-violeta da tanzanita podem rivalizar com safiras finas por uma fração do preço – e é uma pedra muito mais rara! Essa gema é encontrada apenas em uma pequena área da Tanzânia. Após sua descoberta em 1967, rapidamente ganhou popularidade, devido em parte aos esforços de marketing da Tiffany & Co. Esta pedra aparece em tons de azul, violeta ou variando de amarelo-esverdeado a marrom, dependendo do ângulo de visão. É na lapidação que os cortadores de gemas trabalham para ressaltar a matiz azul ou violeta. Embora quase toda a tanzanita seja submetida a tratamento térmico para produzir seus atrativos tons azuis, esse processo produz uma cor estável que torna essa pedra tão desejável.

2. Rubi da Birmânia
Todos os rubis são raros, mas os de Myanmar (antiga Birmânia) definem o padrão de qualidade e cor. Eles também são excepcionalmente escassos. Embora os rubis da Tailândia contenham teor de ferro relativamente alto, o que pode resultar em vermelhos excessivamente escuros com tons acastanhados ou purpúreos, as condições geológicas em Myanmar geralmente produzem rubis com muito poucos traços desse minério. Como resultado, essas gemas alcançam vermelhos mais vivos com fluorescência muito mais forte do que suas contrapartes tailandesas. Ainda assim, um rubi tailandês de alta qualidade rivalizará com o melhor de Myanmar. Com cores finas apelidadas de “sangue de pombo”, essas gemas vermelhas são sempre procuradas.

3. Jadeíta
Conhecida pelo brilhante verde do jade imperial, a jade pode apresentar várias cores, incluindo lavanda, amarelo, laranja-vermelho, azul, preto e incolor. Altamente valorizada nas culturas chinesa, maia e maori, esta pedra é folclórica. Seu valor depende da sua translucidez e textura. Determinar seu valor envolve mais subjetividade do que a maioria das pedras preciosas. A arte da peça desempenha um papel muito importante. Há um ditado chinês: “O ouro tem valor; jade é inestimável”.

4. Alexandrita
Descoberto em 1830 nos Montes Urais da Rússia, a alexandrita tem notáveis habilidades para mudar de cor. Devido a vestígios de cromo na estrutura cristalina, esta pedra aparece de cor verde-esmeralda a azul-pavão durante o dia, mas vermelho-rubi a roxa sob luz incandescente. Na época da Rússia Imperial as cores vermelha e verde estavam em alta. Assim, não é de admirar que a aristocracia russa cobiçasse esta pedra. Nomeada após o Czar Alexander, esta variedade de crisoberilo ainda é uma pedra rara. Embora a descoberta de alexandrita no Brasil e em alguns outros locais tenha ampliado a disponibilidade dessa gema, ela permanece entre as pedras mais raras.

5. Turmalina Paraíba
Os matizes azul-esverdeados da turmalina paraíba surpreenderam o mundo da gema nos anos 80. Sua descoberta no estado brasileiro da Paraíba estimulou uma onda de garimpeiros e mineiros na área. O preço por quilate da gema aumentou rapidamente e continua a crescer. No entanto, o Brasil não é a única fonte dessas pedras de néon. Condições geológicas semelhantes produziram estas gemas contendo cobre em Moçambique e na Nigéria. Ainda assim, esta variedade de permanece entre as gemas mais raras.

6. Ammolita
Em 1981, a Confederação Mundial de Joalheria (CIBJO) declarou a ammolita uma nova gema orgânica. Ocorrendo em depósitos limitados nas Montanhas Rochosas da América do Norte, encontra-la em perfeito estado é muito difícil, o que a torna muito rara. Ammolita é feita de conchas de aragonita de moluscos marinhos com mais de 65 milhões de anos, que exibem cores brilhantes e iridescente. Qualquer cor do arco-íris, ou até mesmo o arco-íris inteiro pode aparecer em um único espécime. O valor dessas gemas únicas aumenta para cores raras, iridescência e jogo de cor mais intensos e quanto a pedra pode ser girada com a cor ainda visível.

7. Safira de Caxemira
Os tons azuis aveludados e saturados caracterizam as safiras de Caxemira. Essas gemas contêm inclusões muito finas de rutilo que criam essa aparência suave. As minas que outrora as produziam no alto do Himalaia secaram nos anos 1930. Como resultado, o preço dessas pedras extremamente escassas aumenta cada vez mais. Enquanto poucos terão o privilégio de possuir uma dessas jóias, os museus têm muitas peças expostas.

8. Pérola Natural
Pérolas são onipresentes, mas sem a indústria de pérolas cultivadas, elas seriam quase inexistentes. As pérolas naturais são extremamente raras e cada vez mais escassas. Elas são raramente redondas e muitas vezes descoradas. Assim, enquanto o padrão para correspondência de jóias de pérolas redondas é muito alto em pérolas cultivadas, fios de pérolas naturais terão mais imperfeições.

9. Berilo Vermelho
Do grupo da esmeralda, água-marinha e morganita a variedade vermelha de berilo contém manganês, que confere um tom vermelho vivo. Uma vez chamada bixbite, o berilo vermelho é uma das gemas mais raras e desejadas. Ela aparece apenas nas montanhas de Wah Wah, em Utah, e a maioria dos espécimes é mantida por coletores minerais e nunca é facetada.

10. Benitoite
Esta pedra é muito rara, bem como o seu “fogo” ou dispersão. Combinada com a sua cor azul safira, não é de admirar que esta é uma gema altamente procurada. O benitoite ocorre apenas no Condado de San Benito, Califórnia (e, portanto, uma escolha natural para a gema do estado da Califórnia). Benitoítes lapidadas têm preços equivalentes aos das safiras de boa qualidade, apesar de serem mais raras.



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