Ferramentas ajudam comerciantes a evitar fraudes durante vendas

Por Gabriel Moura

Comerciantes brasileiros precisam ficar atentos aos golpes financeiros digitais comuns nesta época do ano, quando o varejo deve movimentar R$ 51,2 bilhões pelas vendas on-line. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 40% dos consumidores devem comprar pela internet, principalmente usando cartão de crédito.

O aumento das transações com cartões de crédito e débito são notadamente maiores nesta época e uso deles é preocupante, já que no Brasil mais de 30% dos consumidores alegam já terem sido vítimas de fraudes – tanto que o país está entre os dez primeiros colocados no ranking de fraudes com cartões, segundo pesquisa Global Consumer Card Fraud 2016, feita pela Aite Group/ ACI.

Para não cair em golpes, o comerciante deve ficar atento antes de realizar a venda. Uma das formas é acompanhar a aprovação de compra pelas operadoras, já que é preciso de uma validação prévia do perfil da pessoa física ou jurídica, inclusive consulta ao limite do crédito. E para vendas no e-commerce, alguns dados pessoais são fundamentais para evitar fraude.

Ao mesmo tempo, as empresas estão buscando soluções que aumentem a segurança. Uma delas é a plataforma upMiner, desenvolvida pela empresa upLexis. Com ela é possível verificar se o comprador está usando identidade falsa, consultar o histórico da pessoa, validar os dados em um processo de cadastro, conceder crédito, localizar pessoas e devedores, entre outros. O usuário agrega dados vindos dos relatórios da Serasa com outros, fornecidos por fontes públicas como Receita Federal. E ainda, consultar CPF ou de CNPJ e processos judiciais.

Outra ferramenta que ajuda é desenvolvida pela Konduto. Ela possibilita que o comerciante monitore o comportamento de navegação e compra de um usuário em sua loja virtual ou via aplicativo de celular e, assim, verificar a probabilidade de fraude em uma transação online. A startup compila e cruza todas as informações para serem avaliadas e faz uma análise minuciosa dos dados, apontando casos suspeitos. A empresa considera informações como geolocalização, dados cadastrais e características do aparelho utilizado na compra. No final, ela entrega um relatório completo para o lojista, em tempo real, com a orientação para o e-commerce: aprovar, revisar ou negar a compra.

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