Indicador de Incerteza recua e atinge menor índice anual

Gabriel Moura

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas recuou 10,8 pontos entre agosto e setembro, ao passar de 130,1 para 119,3 pontos. Após o terceiro recuo consecutivo, o indicador atinge o menor nível desde abril de 2017: 118,8 pontos.

Na literatura econômica, choques de incerteza podem gerar impactos negativos tanto nas empresas, desmotivando investimentos e produção, quanto nas famílias, diminuindo a propensão ao consumo. Além de existirem numerosas evidências empíricas desses resultados, outro impacto estudado recentemente é o da diminuição da eficiência da política monetária. Resultados preliminares para o Brasil sugerem que sob alta incerteza, aumentos da taxa de juros tem efeito reduzido no controle da inflação, por exemplo.

“O principal destaque nessa queda acentuada é a volta para o nível anterior à divulgação dos áudios da JBS com o Presidente Temer”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira da FGV\IB. Em relação à elevada média dos últimos três anos, o resultado de setembro parece baixo, contudo, o valor ainda está longe da média histórica de cem pontos. Segundo o economista, a queda do indicador pode ser explicada por dois fatores: a diminuição das incertezas com relação à condução da política econômica, claramente refletido no IIE-Br Expectativa e, em segundo lugar, o sentimento de que a condução da política econômica não sofrerá grandes desvios no médio prazo, diminuindo o impacto da incerteza política no indicador.

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