Joias em braile: um brilho para o tato de quem não enxerga

O braile é um dos principais recursos utilizados por pessoas cegas para o acesso a informações em diferentes materiais e ambientes, tais como livros, bulas de remédios, cardápios, elevadores, entre outros. Para reforçar a importância deste sistema mundial, a Fundação Dorina Nowill para Cegos lança uma coleção de joias e semijoias com palavras em braile, assinadas pela designer Áurea Sacilotto, em evento para convidados, nesta quarta-feira, 18/10, na sede da Instituição na Vila Clementino, em São Paulo (SP).

Foto: Dino

A Coleção Dorina Nowill de Joias em Braile é composta por anéis, alianças, pingentes e chaveiros em prata bronze ou banhados a ouro, com as palavras paz, amor, vida, saúde, felicidade, segredo. Seja para presentear ou para uso próprio, as joias não estão restritas ao público com deficiência visual e são ótimas opções de presente para companheiros, familiares, amigos, presentes de Natal ou demais ocasiões.

Todo o valor arrecadado será direcionado a ações de inclusão desenvolvidas pela Fundação Dorina para pessoas cegas ou com baixa visão. As peças serão vendidas no Dona Dorina Outlet, loja anexa à instituição, com valores sob consulta.

“O braile é essencial para a alfabetização de crianças cegas e é importantíssimo inserirmos essa linguagem em diferentes contextos para que mais pessoas conheçam e despertem para a causa da deficiência visual. Quando a Fundação Dorina amplia o público que tem acesso ao braile, e o insere no seu cotidiano, está trabalhando para fortalecer a inclusão e construir uma sociedade para todos”, afirma Ika Fleury, presidente do Conselho de Curadores da Fundação Dorina.

Cenário brasileiro
Segundo dados do Censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Destes, cerca de 550 mil são cegos e 6 milhões têm baixa visão ou visão subnormal.

Sobre o braile
O Sistema Braille foi criado pelo francês Louis Braille, que nasceu em 4 de janeiro de 1809 e ficou cego durante a infância. Aos 16 anos ele apresentou a primeira versão de um sistema de escrita e leitura que mudou a vida das pessoas cegas em todo o mundo. O Sistema Braille chegou ao Brasil em 1850, pelas mãos do jovem cego José Álvares de Azevedo, mas foi a partir da década de 1940, com a criação da Fundação para o Livro do Cego No Brasil – a atual Fundação Dorina Nowill para Cegos – que a produção de livros nesse formato ganhou força.

Baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas, o Sistema Braille permite a formação de 63 caracteres diferentes, que representam as letras do alfabeto, os números, a simbologia científica, musicográfica, fonética e informática. O braile adapta-se perfeitamente à leitura tátil, feita com uma ou ambas as mãos, da esquerda para a direita, e os seis pontos em relevo podem ser percebidos pela parte mais sensível do dedo com apenas um toque. Algumas pessoas ganharam tanta prática em ler Braille que conseguem ler até 200 palavras por minuto.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos 
A Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha há 71 anos para que crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão sejam incluídos em diferentes cenários sociais. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de orientação e mobilidade (uso da bengala), educação especial (apoio escolar, aulas de braile), clínica de visão subnormal e programas de inclusão profissional. A Fundação Dorina é referência na distribuição de materiais nos formatos acessíveis braile, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível Daisy, que são enviados gratuitamente para mais de 3 mil escolas, bibliotecas e organizações em todo o Brasil.
www.fundacaodorina.org.br | www.facebook.com/fundacaodorina

Fonte: Terra

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