O Santo do Pau Oco

Entenda a expressão criada na época do Brasil colônia que está associada ao metal ouro

Da Redação

A história do Brasil revela expressões até hoje mencionada por brasileiros, mas que a maioria desconhece a origem ou tem uma ideia errônea do seu significado, como é o caso de ‘santo do pau oco’.

Colônia de Portugal, o Brasil viveu o seu ciclo do ouro nas capitanias de São Paulo e das Minas Gerais, a partir de meados do século XVII. Navios abarrotados traziam gente de todas as classes em busca do sonho dourado. Arraiais, vilas e cidades foram sendo formados nas redondezas das minas de ouro. O precioso metal brotava do chão, a riqueza era imensa e fácil de ser encontrada.

Para que a coroa portuguesa fosse beneficiada pelo trabalho executado na colônia, D. Joao V, rei de Portugal, criou as ‘Casas de Intendência’ para fiscalização e controle da produção, e um imposto que ficou sendo conhecido como o ‘quinto’, pois correspondia a 20% da produção.

Todo o ouro extraído era levado para fiscalização nas ‘Casas de Fundição’, onde o metal era pesado e seu teor testado para ser fundido em seguida. O quinto do peso era retido para ser enviado à coroa portuguesa.

O descumprimento desta determinação acarretava sérias consequências. Muitos garimpeiros procuraram maneiras de escapar das garras deste sócio indesejado. Sendo o Brasil um país muito religioso, com devoção aos mais variados santos, alguns garimpeiros mandavam executar estátuas de madeiras completamente ocas. Elas eram preenchidas com ouro em pó, que passava despercebido pelos controles e fiscalização das áreas de garimpo.

Portanto, a expressão “santo do pau oco” surgiu com esta prática. Os santos não eram imagens de devoção, mas simples invólucros para transportar riqueza.

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