Os y-dults e as mulheres com causa

Por Juliana Bianchi



Observatório de Sinais que está completando 15 anos e lançou ontem um substancioso estudo, o “Você, cidadão”, para entender o público entre 35 e 59 anos, os “millennials” mais “maduros” que não se reconhecem nos estereótipos da geração Y como hedonismo exacerbado, falta de compromisso etc.

Esta faixa intermediária chamada “y-dult” é, digamos, mais comprometida e envolvida com questões complexas. Por isso mesmo, temas políticos surgiram durante a pesquisa.

Assim, o sociólogo Dario Caldas decidiu investigar o entendimento de ética. E descobriu que 65% dos entrevistados não fazem associação de nenhuma marca com causas. “O que o consumidor chama de ética é na verdade o conceito de honestidade, uma função bem instrumental, contratual, de receber pelo que pagou.”

O filósofo Gilles Lipovestsky, que participa de vários estudos do Observátorio desde sua fundação em 2002, destaca que há sim consumidores mais conscientes e engajados, que buscam marcas que não maltratam os animais, por exemplo. Mas que se trata de um nicho e não é suficiente para a gestão das marcas.

“A ética não pode substituir o marketing. Marketing é sedução”, diz Lipovestsky.

Entre os consumidores com causa, a predominância no Brasil é feminina. “São as ethicalpowergirls, mulheres adultas jovens, entre 20 e 40 anos. Educadas, urbanas, de classe média, no processo de empoderamento e atentas às suas posições”.

 

Fonte: Angela Klinke Report

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