Otimista, mas com os pés no chão, joalherias se preparam para o Natal

Débora Rodrigues

Não são apenas as crianças que estão esperando ansiosamente pelo Natal. Os varejistas de joias também. A data, que tradicionalmente registra pico de vendas, tem sido crucial para o equilíbrio financeiro de muitas empresas. A empresária Graça Valadares, da Graça Valadares Joias, de Salvador, está no time dos empresários que já estão focando em ações para alavancar as vendas durante a época de final de ano. Mas apesar do otimismo, assim como outros joalheiros, Graça não está disposta a criar tantas expectativas, preferindo manter os pés no chão.

Graça Valadares

“Nesse momento, sentimos alguns sinais leves de melhora e recuperação de nossa economia, mas as vendas ainda não serão como as do passado”, afirma a empresária. “Tivemos excelentes natais, mas não será agora que vamos nos recuperar e notar essa melhora significativa”.

Para Graça, o setor joalheiro precisa trabalhar com prudência e inteligência, buscando o equilíbrio. “Eu vejo que é preciso ter parcimônia, pois as compras estão mornas, mas estão acontecendo, então não podemos criar grandes expectativas. E para enfrentar as adversidades, a empresária tem se apoiado nas parcerias. “Nesse momento, mais do que nunca, o varejo precisa da colaboração dos fabricantes”, garante. “Tudo hoje tem a ver com isso. O que está movendo o varejo é essa junção com pessoas de outros segmentos para se fortalecer”.

Assim, mesmo a magia do Natal não deverá, ainda, trazer grande movimentação para o setor. “Final de ano surge o desejo de presentear, que é uma característica do período”, explica Graça. “Mas não teremos um estouro de vendas, será um Natal comedido, mas melhor que no ano passado”. Segundo ela, o setor precisará combater os resultados negativos com trabalho. “Temos de pensar grande e para cima, dar o melhor da gente fazer diferente, ter criatividade e iniciativa para poder ter boas vendas”.

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