Para Millennials, smartphone já é mais importante que a própria carteira

Por Raissa Covre

Jovens já preferem a comunicação digital em vez da conversa presencial e deixam a carteira em segundo lugar em seus itens indispensáveis, aponta pesquisa global

O amor dos jovens por seus smartphones é incontestável. Desde a ascensão dos dispositivos mobile, muita coisa mudou – esse público prefere se comunicar, se informar e até comprar por esse canal. Uma pesquisa realizada pela Live Person, empresa global especializada em soluções mobile, traz algumas características curiosas sobre esse novo comportamento. Um deles é o fato de que o smartphone já é mais importante do que a própria carteira na hora dos jovens saírem de casa.

Essa percepção é mais acentuada entre os jovens dos Estados Unidos (76,6%) e mais branda sob a visão dos Millennials alemães. No total, a pesquisa ouviu mais de quatro mil jovens (entre 18 e 34 anos) da Austrália, Alemanha, França, Japão, EUA e Reino Unido.

Em contraposição, a pesquisa mostra que, nos EUA, 72% das pessoas com mais de 35 anos apontam a carteira como item mais importante.

Comunicação digital

Esse alto costume de se relacionar pelo smartphone faz com que, muitas vezes, os jovens se comuniquem muito mais pelo device do que pessoal. Com exceção da Alemanha, os jovens do estudo indicaram que, em seu cotidiano, se comunicam muito mais digitalmente do que cara a cara com alguém.

Os destaques neste caso ficam para EUA, UK e Austrália:



Uma extensão do eu

Em 1964, o autor Marshall McLuhan, em seu livro “Understanding Media: The Extensions of Man”, já apontava as mídias como uma extensão do homem. O estudo da Live Person traz essa mesma ideia, agora com relação aos smartphones na vida dos jovens. Isso porque a empresa questionou aos Millennials seus hábitos diários com relação aos devices e os destaques são bastante curiosos:
•    70,1% dos respondentes deixam o smartphone ao alcance das mãos enquanto dormem;
•    64,5% costumam levar o smartphone para o banheiro;
•    52,2% dos entrevistados costumam checar o device no meio da noite caso acordem brevemente;
•    47,7% costumam escrever no smartphone enquanto caminham em uma multidão;
•    29,2% leva o smartphone para o banheiro quando vai tomar banho.

Fora isso, quando questionados sobre a quantia que uma pessoa teria que pagar para que ficassem para sempre sem seu smartphone, 43,2% dos jovens disseram US$ 5 milhões. Uma quantia e tanto, não?

Chega de ligações?

Os aplicativos de mensagens ganharam tamanha importância na vida dos jovens que, em todos os países pesquisados, os usuários preferem esse tipo de app no lugar da função tradicional de realizar ligações. Ao responderem a pergunta “Se você pudesse manter apenas um desses apps (função de ligação ou mensagens/SMS) em seu smartphone, qual seria?”, 60% (em média) apontaram os apps de mensagem.

Outro insight interessante do estudo é o fato de que os jovens já colocam o smartphone como uma ferramenta prática do seu dia a dia. A pesquisa mostra que, se precisasse escolher, esse público preferiria manter os apps úteis (mobile bank, apps de táxi, pagamento, etc) no lugar das redes sociais, como Facebook e Instagram.

Fonte: Consumidor Moderno

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