Tiffany é considerada a empresa mais ética entre as grandes grifes

Por Débora Rodrigues

A joalheria liderou a lista de marcas que deram passos significativos em direção ao comércio responsável

A organização não-governamental de direitos humanos Human Rights Watch deu aos fãs da Tiffany & Co. uma razão nobre para comprar suas joias. Como parte de sua campanha #BehindtheBling, o grupo analisou se 13 das principais joalherias mundiais adquirem suas gemas e minerais com responsabilidade. A Tiffany liderou a lista de marcas que deram passos significativos em direção ao comércio responsável, ganhando uma classificação positiva.

“No geral, estávamos analisando o que as empresas fazem para garantir que o ouro e as joias que usam em suas coleções não estejam vinculados a abusos dos direitos humanos”, afirma Jo Becker, diretor da HRW. “Uma boa maneira de fazer isso é ser capaz de rastrear de onde vem o seu ouro.”

O filme Diamante de Sangue mostrou ao mundo o que são os diamantes oriundos de áreas de conflito. Mas o relatório da HRW deixa claro que os consumidores devem se preocupar com as origens de todas as gemas e minerais.

“A mineração está repleta de casos de abusos dos direitos humanos”, diz Becker. “Fizemos pesquisas sobre mineração de ouro e diamantes no Zimbábue, que não é um país em conflito, mas vimos que ali existem riscos significativos para a saúde”.

A organização deu à Tiffany a aprovação em seu relatório #BehindtheBling porque três quartos do ouro usado em joias são reciclados, enquanto o restante vem de uma mina de Utah que a empresa pode monitorar e impor altos padrões. A Tiffany tem um forte código de conduta de fornecedores e tem sido mais proativa do que seus concorrentes sobre a eliminação de abusos dos direitos humanos na cadeia de fornecimento.

Enquanto a Tiffany recebeu uma classificação “forte” da HRW, empresas como Bulgari, Cartier, Pandora e Signet ficaram com um “moderado”. Marcas como Harry Winston e Chopard receberam uma classificação “fraca”. A Rolex não conseguiu classificação, porque, segundo Becker, a empresa não respondeu às perguntas da HRW.

O abastecimento responsável não é apenas um mandatório moral; ele também é bom para os negócios. A geração de millennials compõe quase metade dos consumidores de joias e prioriza a compra de pedras preciosas de origem ética. “A pesquisa mostra que os clientes mais jovens estão cada vez mais preocupados com a origem de suas joias”, diz o diretor.



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