O leilão de joias na era digital

A crise do coronavírus acelerou as inovações digitais e os leilões mostraram que é possível vender joias de luxo na internet

Por Clara Lemos

Crédito: Pexel.com

Os leilões de joias foram transferidos para o digital no auge da pandemia, e a resposta do mercado foi promissora. Mostrou que é possível vender peças caras e luxuosas através da internet. De quebra, ainda revelou que os clientes, principalmente os mais jovens e mais presentes digitalmente, estão comprando cada vez mais joias de alto valor online. 

Leslie Roskind, chefe do departamento de joias da Bonhams em Hong Kong, contou que a principal conclusão que administradores de leilões chegaram foi que os colecionadores aceitam mais a compra de joias online. “Esta não é uma tendência nova, mas a situação este ano certamente a acelerou”, completou.

Os leilões online são também uma boa estratégia para atrair novos clientes, que estão se tornando mais confortáveis com licitações eletrônicas em leilões digitais, mesmo na compra de itens caros. Assim, as empresas têm investido cada vez mais em qualidade e segurança digitais para efetuarem suas vendas. Nicola Whittaker, gerente de desenvolvimento de negócios da casa de leilões Fellows, disse que uma vez que os compradores não podiam ver fisicamente os lotes de joias, a empresa ofereceu-lhes descrições detalhadas dos produtos, relatórios precisos, imagens e vídeos em alta resolução. Além de realizar entregas mais rápidas e implementar um sistema de reservas online

Mesmo com todos os benefícios dos leilões digitais, o fascínio dos leilões ao vivo está longe de diminuir, e as casas de leilão têm procurado incorporar componentes digitais em suas vendas físicas de agora em diante. Para unir o melhor dos dois mundos, estratégias de leilões híbridos estão sendo implementadas, como leilões presenciais intercalados com vendas online. Whittaker concluiu: “não podemos nos ver retornando à maneira pré-2020 de fazer as coisas. Fizemos mudanças para melhorar nossos negócios em um mundo pós-pandêmico”, revelando sua intenção de continuar investindo em vendas online como um canal complementar para as casas de leilão atraírem novos compradores.

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