A arte do corte de gemas

A lapidação é uma arte capaz de dar vida a uma gema

Por Clara Lemos

Foto: AdobeStock

As gemas são maravilhas e legados da natureza. Mas mesmo após os milhões de anos levados pela natureza para esculpi-las, o nível de habilidade do escultor humano tem um impacto profundo – e muitas vezes irreversível – em sua beleza, valor e significado. Nas mãos certas, a joia ganha vida. Os lapidaristas Victor Tuzlukov e Naomi Sarna são famosos mundialmente por suas criações. Sempre em busca da perfeição, eles procuram revelar toda a beleza das gemas através da arte de lapidar e esculpir. 

Ambos utilizam o corte de gemas como forma de externalizar suas paixões e habilidades. Suas obras-primas estão em exibição permanente no Smithsonian Institution. Victor Tuzlukov usa pedras preciosas como veículos de auto-expressão, um de seus principais projetos é o Pedra Filosófica, de 2009. A primeira coleção é composta por 10 gemas com parábolas e imagens. Dentro de cada pedra, o artista busca, por meio de imagens, contar uma parábola.

Já Sarna busca inspiração na própria natureza. Quando ela olha para uma pedra preciosa em bruto, ela sabe em minutos o que vai esculpir – a pedra dita o desenho. Na contramão da maioria dos escultores, que buscam material limpo, ela prefere pedras que tenham inclusões. Eles servem como um roteiro que guia o esculpir da pedra. Ela utiliza em seu trabalho o jogo de luz e sombra, movimento, textura e utiliza combinações de cores ousadas. Os dois escultores expressam o que há de melhor na arte de esculpir gemas.

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