Até que ponto você é capaz de lutar pelos seus objetivos?

A persistência em um mundo de incertezas

Por Leila Navarro

até que ponto lutar por objetivos
Foto: Freepik

Você se considera uma pessoa persistente? Até que ponto você é capaz de lutar pelos seus objetivos? Hoje em dia a persistência é sinônimo de inconsequência.

Você já ouviu falar sobre Estado de Fluxo (Flow)? Flow é um estado mental que acontece quando uma pessoa realiza uma atividade e se sente totalmente absorvida em uma sensação de energia, prazer e foco total no que está fazendo. Ou seja, naquele momento, você não pensa em mais nada, não pensa nos problemas que ocorreram antes, nem no que terá de fazer depois, fica inteiramente focado no presente – no aqui e no agora.

Você tem que surfar nas ondas sem pensar em mais nada, sem pensar nos problemas que ocorreram antes, nem no que terá de fazer depois. Você precisa ficar inteiramente focado no presente – no aqui e no agora.

Saindo um pouco da teoria e entrando na prática, na realidade você mal consegue controlar seu corpo com perfeição sobre a prancha, concorda? São inúmeras as interferências. Não é mesmo?

Como eu já disse por aqui, a única coisa que você controla são seus pensamentos e suas emoções. Tenho estudado muito e alguns autores dizem que primeiro sentimos, depois agimos e em seguida pensamos. São milésimos de segundos, mas nas minhas pesquisas, pensar vem depois da emoção e da ação. Esse é o trio que nos domina no cotidiano. Mas se exercitamos a reflexão, o pensamento e a meditação, podemos mudar esta ordem. Esse conjunto determina seu comportamento que por sua vez aponta para seu caráter que garante sua unicidade.

Se tudo isso já tem uma complexidade alta, quando somamos a uma constante chamada mudança, elevamos nossa régua a uma altura digna de super hérois.

Tudo é uma constante mudança. As pessoas mudam, o mundo muda, os protocolos mudam, as normas e as demais ocorrências do mundo. Tudo se transforma com o tempo, e nada permanece igual. Ainda mais com a velocidade do mundo 5G.

Muitas pessoas se frustram por persistir em um sonho que no momento fazia total sentido, mas que hoje não lhe cabe mais. Mas a pessoa fica tão presa nisso, que não para pra observar o que ela realmente quer AGORA. Por isso é extremamente necessário fazermos uma constante autoanálise. Se o objetivo que você traçou há meses atrás ainda faz sentido, então persista! Porém, se não faz mais sentido pra pessoa que você é hoje, então você deve recalcular a rota. Às vezes recalcular a rota é pouco, você precisa PIVOTAR.

É como Renato Russo já disse em uma canção:

“Não sei onde estou indo, só sei que não estou perdido, aprendi a viver um dia de cada vez“.

Esse é o segredo da coisa, viva um dia de cada vez. Aceite suas mudanças, não lute contra a pessoa que você está se tornando por se apegar ao seu eu do passado. Ou seja, não tenha medo de se reinventar. Se permita conhecer a sua melhor versão.

Nunca se esqueça de dois termos que eu considero muito importantes para elucidar nosso comportamento atual, nosso “novo normal”.

Mundo VUCA (volatile, uncertain, complex e ambiguos). Ou seja, volátil, incerto, complexo e ambíguo. O conceito VUCA foi introduzido ao mundo, nos anos 80, para designar as mudanças que a sociedade estava enfrentando e as estratégias militares que deveriam ser adotadas a partir de então. Por volta de 2002 a ideia se popularizou entre corporações para moldar estratégias disruptivas.

Mundo BANI (brittle, anxious, non-linear, incomprehensible). Ou seja, frágil, ansioso, não-linear e incompreensível. O conceito BANI foi desenvolvido pelo antropólogo, autor e futurista norte-americano Jamais Cascio, que observou que o VUCA estava obsoleto e não mais funcionava em um mundo tomado pela pandemia.

Então não lute contra a realidade, aceite que as coisas podem ser mais complexas do que gostaríamos, aceite as mudanças que acontecem diariamente, entenda que nem tudo necessita de uma explicação. Depois que você tiver esse entendimento, as coisas deixaram de ser tão pesadas. Seja leve, seja você na sua melhor versão!

E aí, você é persistente até qual página?

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