FENINJER+ 2026 | A Maior Feira de Joias da América Latina

Clientela dos diamantes De Beers pode ficar mais restrita

Clientela dos diamantes De Beers pode ficar mais restrita

Clientela dos diamantes De Beers pode ficar mais restrita

A forma de venda da maior produtora mundial de diamantes está em xeque após um ano desastroso para as empresas que lapidam e negociam joias ao redor do planeta

Por Thomas Biesheuvel

A De Beers estuda mudanças importantes na forma de venda de diamantes, tentando aliviar a crescente frustração da clientela — um grupo supostamente de elite que agora luta para gerar lucro.

Segundo pessoas familiarizadas com as discussões, a De Beers sinalizou que pode reduzir significativamente o número de compradores, possivelmente realizando o maior corte desde o fim de seu monopólio, no início do século. A companhia também reavalia a maneira como distribui diamantes entre o grupo, de acordo com as fontes, que pediram anonimato porque as conversas são particulares.

A forma de venda da maior produtora mundial de diamantes está em xeque após um ano desastroso para as empresas que lapidam e negociam joias ao redor do planeta. Os intermediários do setor estão em apuros após uma situação de excedente de pedras brutas e polidas destruir suas margens de lucro e os bancos restringirem financiamento. O quadro piorou porque a De Beers manteve os preços de venda inalterados até o final do ano.

Diminuindo o número de clientes, a empresa poderia ajudar a fortalecer os empreendimentos restantes.

Executivos da De Beers se encontrarão com aproximadamente 80 compradores credenciados na semana que vem em Botsuana para a primeira venda do ano e para o coquetel anual — tradição iniciada quando a De Beers era administrada pela família Oppenheimer. Clientes foram comunicados que podem esperar novas informações sobre possíveis alterações durante o encontro, segundo as fontes.

Os entrevistados acrescentaram que nenhuma decisão final foi tomada e que os detalhes provavelmente só serão divulgados mais para o final do ano. O atual contrato de seis anos da De Beers com os compradores termina no fim de 2020.

Um porta-voz da De Beers se recusou a comentar mudanças específicas que estão sendo consideradas.

“Estaremos nos comunicando diretamente com os clientes nos próximos meses a respeito do novo contrato, que focará em maximizar as oportunidades no novo mundo dos diamantes”, declarou a empresa.

O relacionamento da mineradora com seus clientes — que incluem negócios familiares de Israel e da Índia e subsidiárias de joalherias como a Tiffany — sempre foi complexo. Em um sistema que se originou na década de 1890, a De Beers distribui suas pedras em 10 eventos por ano e os compradores precisam aceitar as quantidades e os preços (geralmente com desconto) que são oferecidos.

À medida que a crise no setor de diamantes se espalhou no ano passado, a companhia demonstrou flexibilidade sem precedentes nas regras de venda e acabou baixando os preços para ajudar os compradores. Mas a frustração com o processo continua.

Um ponto importante de discórdia é a política da De Beers de alocar mais diamantes aos clientes que compraram grandes quantidades anteriormente. O esquema foi projetado para recompensar os compradores mais fortes, porém alguns suspeitam que resulta em compras irracionais e despejo de pedras a baixo preço, especialmente após a De Beers aumentar a flexibilidade nas vendas no ano passado.

A De Beers indicou que poderia mudar os critérios de alocação e torná-los mais subjetivos, segundo as fontes.

Fonte: Bloomberg

Compartilhar
Rolar para cima