Economista avalia que setor de varejo deve ter boa recuperação em 2021

Expectativas para a ascensão da economia são boas, com destaque para o setor de vendas no varejo

Da Redação

Créditos: pexels.com

Executivos e líderes de empresas estiveram presentes na quinta edição do Latam For Business, evento promovido pelo WTC São Paulo Business Club, para debaterem os desafios da transformação digital na prática, os novos modelos de negócios no segmento hospitalar e as perspectivas da economia brasileira para 2021.

A boa notícia é que, para 2021, há grandes chances desses segmentos, principalmente as vendas no varejo, terem momentos de respiros e devem voltar a crescer. De acordo Flávio Serrano, as expectativas são de uma alta de 0,7% para o varejo restrito, que subiu 0,6% em setembro em relação a agosto. “O setor de serviços foi o que mais teve impacto negativo devido ao isolamento social. Entretanto, conforme a vida vai voltando ao normal, aos poucos, as pessoas vão voltar a passear, viajar e apostar em investimentos para seus negócios. O relaxamento das medidas de isolamento e a demanda por serviços começam a crescer novamente, embora esse setor ainda esteja bem abaixo dos níveis pré-pandemia”, argumentou Serrano.

Os especialistas reforçam que é importante manter a calma, visto que a falta da vacina ainda proporciona grandes impactos negativos. “É esperada uma alta nesses setores, mas com os pés no chão. Enquanto a população não for vacinada, nós trabalhamos com a margem de estagnação do setor e crescimento em modo lento”, afirmou o economista. “Viemos de um choque muito grande; então precisamos recuperar essas lacunas perdidas. Do ponto de vista fiscal, os gastos do governo federal foram enormes e, com isso, para o próximo ano, é esperada uma recuperação positiva, porém lenta”, completou Silvan Suassuna.

Os profissionais do Haitong Bank avaliaram também as expectativas do PIB nos próximos meses. “O Produto Interno Bruto do Brasil registrou descenso histórico no segundo trimestre deste ano. A redução foi de 9,7%, sendo a maior queda no registro de dados do PIB do país. Em 2019, no mesmo período, esse número era de 11,4%. O governo teve muitos gastos públicos, principalmente com o auxílio emergencial. Com isso, o déficit aumentou muito. A dívida cresceu. Com o relaxamento das medidas de proteção, esse cenário começa a mudar e pode ser que o PIB venha a aumentar um pouco, mas, ainda assim, serão taxas defasadas se compararmos aos últimos tempos.”

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