Ouro é usado ​​em biossensores para detectar doenças

O ouro não é apenas um metal precioso para a indústria joalheira. O metal, unido à tecnologia e ao grafeno, está agora ajudando a detectar doenças.

Débora Rodrigues

Cientistas da Universidade de Minnesota desenvolveram biossensores ultrassensíveis capazes de sondar estruturas de proteínas e, portanto, capazes de detectar distúrbios relacionados ao desdobramento dessas proteínas. Tais distúrbios variam da doença de Alzheimer em humanos à doença debilitante crônica e doença da vaca louca em animais.

“Para detectar e tratar muitas doenças, precisamos detectar moléculas de proteína em quantidades muito pequenas e entender sua estrutura”, disse Sang-Hyun Oh, principal pesquisador do estudo. “Atualmente, há muitos desafios técnicos com esse processo. Esperamos que o nosso dispositivo que usa o ouro e um processo de fabricação exclusivo forneça a pesquisa fundamental que superará desafios.”

Segundo o cientista, pesquisas anteriores utilizando nanoestruturas de grafeno similares demonstraram apenas uma taxa de absorção de luz de menos de 10%. Ele explicou que o grafeno já foi usado em biossensores. No entanto, sua notável espessura de átomo simples não interage de maneira eficiente com a luz quando é passada através dele. E a absorção de luz e a conversão para campos elétricos locais são essenciais para detectar pequenas quantidades de moléculas ao diagnosticar doenças. E foi então que o ouro entrou no processo.

Os pesquisadores combinaram grafeno com fitas metálicas de ouro e criaram uma superfície de base para o grafeno. Eles então usaram a energia da luz para gerar um movimento de elétrons. Com isso, criaram uma onda de plasma com uma eficiência sem precedentes a uma absorção de luz quase perfeita.E quando inseriram moléculas de proteína entre as fitas de grafeno e ouro aproveitaram essa energia para ver camadas únicas de moléculas de proteína.

A equipe ficou surpresa com a taxa de absorção de luz, que correspondia quase perfeitamente às simulações de computador. Os cientistas estão esperançosos de que esta tecnologia ajudará a desenvolver outros dispositivos usados ​​para detectar distúrbios relacionados ao desdobramento de proteínas.

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