PIX e os negócios

Mudanças relevantes ocorrerão brevemente no sistema financeiro. Vale avaliá-las com atenção. 

Por Luiz Paulo Ferrão

Créditos Banco Central

Em novembro, o Banco Central do Brasil coloca no ar uma nova maneira de efetuar pagamentos de forma quase instantânea, o PIX. A transferência de fundos deve levar menos de 10 segundos. À primeira vista, substituto de TEDs e DOCs.

Logo percebi que é também uma alternativa para boletos, com uma importante diferença. O pagamento é feito em segundos sem necessidade de compensação. Acaba aquela espera de 2 ou 3 dias. O impacto no comércio eletrônico é evidente. O vendedor não vai precisar bloquear o estoque enquanto espera a confirmação. Por outro lado, o comprador poderá exigir do vendedor entregas mais rápidas, pressionando a logística.

O custo será baixo, tem a funcionalidade de se poder incluir uma mensagem. Pode ser emitido um QR code no ato da compra para ser utilizado para o pagamento. Desejável para pagamentos de baixo valor e de compras de entrega imediata, como por exemplo serviços de “streaming”. A utilização pode ser feita a partir das várias plataformas digitais.

As mudanças não param aí. O sistema do Banco Central é aberto não só para as instituições financeiras como para as instituições de pagamento, que são entidades não financeiras. Poderá ampliar o número de participantes no mercado de pagamentos e reduzir a concentração bancária.

Por exemplo, você poderá transferir recursos de uma conta em uma instituição de pagamento para outra conta em instituição de pagamento, sem passar por uma instituição financeira.

A constituição e registro de uma instituição de pagamento é simples e rápida. Empresas poderão ter suas próprias instituições de pagamento para receberem e efetuarem transferências.

Vale reservar algum tempo para entender essa nova ferramenta. As informações contidas no site do Banco Central podem ajudar muito. Os bancos comerciais também prepararam material de apoio.

Para poder melhor avaliar as possíveis implicações nos mercados e negócios, recomendo a entrevista de Carlos Netto para Fernando Ulrich.

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