Pressão de sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva para empresas do setor

Joias feitas com materiais considerados éticos podem atrair consumidores conscientes

Débora Rodrigues

Já se foram os dias em que a economia da sustentabilidade significava que as empresas tinham que escolher entre o que era melhor para o resultado financeiro e o que era melhor para o meio ambiente e as comunidades. Na cadeia de joias, segundo relatório publicado pela consultoria e autoria BDO, a pressão dos consumidores pela sustentabilidade nos negócios na extração de minérios está se transformando em vantagem competitiva.

Cada vez mais as joalherias que não querem perder parte do seu público exigem que as mineradoras implementem medidas substantivas de sustentabilidade em seu planejamento corporativo. A BDO apontou que metais e minerais de origem ética que ofereçam uma vantagem competitiva é uma tendência crescente. O ouro de origem ética, por exemplo, pode ter um aumento de preço que varia de 3% a 5% e um aumento expressivo na atração de consumidores conscientes.

A tecnologia Blockchain agora é comumente usada por importantes empresas de mineração, incluindo Goldcorp e Yamana Gold, para monitorar e validar a fonte de ouro. A escassez de metais e minerais tornou-se realidade e a lacuna de fornecimento de metal mais proeminente nos próximos anos é o cobre, observa a BDO, com um aumento estimado de 27% na produção necessária para atender a oferta até 2028, exigindo um investimento de US $ 115 bilhões em mineração para produzir o metal.

Um tema recorrente é o reconhecimento de que os mercados de ações perderam o amor com mineradoras juniores nos últimos dois anos, com o entendimento de que os investidores foram atraídos por outros setores, principalmente os estoques de maconha. O resultado é que o financiamento de capital para mineradoras juniores está drenando em alguns países, como por exemplo no Canadá, apurou a BDO.

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