A história da corte imperial russa contada através das joias

Museu holandês recebe as principais peças do império russo em exposição

Por Renato Rinco

O museu Hermitage, que fica em Amsterdam, na Holanda, recebe a exposição denominada “Jewels! The Glitter of the Russian Court” traz as principais peças e quadros da época marcada pelos czares a, aproximadamente, 200 anos. Serão apresentados cerca de 300 joias deslumbrantes e mais 100 pinturas, figurinos e acessórios.

A cultura da corte russa era singular e não se assemelhava a nenhuma outra no mundo. Um admirador da coleção russa era o embaixador francês Maurice Paléologue, que uma vez mencionou à sofisticação russa, o diplomata disse que “Graças ao brilho dos uniformes, toaletes soberbos, librés elaborados, móveis e acessórios magníficos, enfim, toda a panóplia de pompa e poder, o espetáculo era como nenhum tribunal do mundo pode rivalizar. Por muito tempo lembrarei-me da exibição deslumbrante de joias nos ombros das mulheres. Foi simplesmente uma chuva fantástica de diamantes, pérolas, rubis, safiras, esmeraldas, topázio, beris”.

Os visitantes da exposição poderão admirar peças de variadas joalherias, entre elas Bolin, Cartier, Lalique, Tiffany, além das joias produzidas pelo joalheiro oficial da corte, o Fabergé. Fabergé sem dúvidas foi o joalheiro russo mais famoso. Suas peças feitas, em especial relógios, anéis, colares, pulseiras, ovos de Páscoa, dentre outros, recordavam as joias produzidas no final do século XVIII.

A exposição estará no museu até o dia 15 de março e em destaque estarão três imperatrizes russas. Anna Ioannovna, conhecida como Imperatriz Ana da Rússia, que reinou entre 1730 e 1740. Elizabeth Petrovna, que esteve no trono entre 1741 e 1761, e por fim, Catarina, a Grande, cujo reinado durou entre 1762 a 1796.

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