Beadell muda estratégia de exploração de ouro no Amapá

A delineação e a sondagem nos alvos mais bem classificados devem começar antes do final do ano.

A produtora de ouro Beadell Resources mudou o foco de sua estratégia de exploração de ouro na mina de Tucano, localizada no Amapá, visando prolongar a sua vida útil. As múltiplas descobertas de sondagem na mina e em sua proximidade e os prospectos não testados proporcionam à equipe de exploração da Beadell uma oportunidade de aumentar o recurso de ouro por meio de programas de trabalho de baixo custo e risco relativamente baixo. Até então, a prioridade era a alimentação da planta de processamento de óxido, ou seja, material de alto teor, que ficasse a curta distância da usina.

Para implementar a nova estratégia haverá alocação de capital visando a substituição de reservas, expansão do fluxo de caixa e aumento do valor presente líquido (VPL). “A sondagem de exploração ao longo da mina de sete quilômetros demonstra que o depósito permanece aberto ao longo de uma camada mineralizada e em profundidade, com teores excepcionais interceptados a partir de veios que contribuem para a reserva mineral”, explicou a companhia em nota.

Outra mudança prevista é com relação ao escopo para a exploração da mina, que aumentou com a descoberta de mineralização de ouro de alto teor em um pacote de xisto, que antes era considerada estéril.

Nomeada recentemente, a diretora de Exploração e Geologia Aoife McGrath. Explicou que em Tucano há 2.500 km2 de greenstone beltm (cinturão de rochas verdes) altamente prospectivo e pouco explorado. “Mais de 5 milhões de onças de ouro em recursos foram delineadas ao longo de um trecho de 7 km do principal corredor de minas, com potencial para ser testado”, explicou ela, já que que furos suficientes tenham sido analisados e incorporados ao banco de dados de Tucano.

Segundo a diretora, a melhoria na capacidade de processamento, principalmente de minério de óxido para minério de sulfeto, aumenta as chances para explorar todos os componentes do sistema de ouro de Tucano. “Reorientaremos os esforços de exploração a curto prazo na definição de recursos de sulfetos com a menor distância de transporte por caminhão até a planta de processamento, aumentando a vida útil e o valor presente líquido”, disse ela. “Acreditamos firmemente que, com uma abordagem mais sistemática, apoiada pela capacidade de processamento de sulfeto e um balanço mais robusto, a mina Tucano continuará a oferecer excelentes resultados de exploração”, afirmou a nova diretora.

Agora, espera-se que a delineação e a sondagem nos alvos mais bem classificados comecem antes do final do ano.

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