Chineses voltam a comprar objetos de luxo depois do coronavírus

No melhor estilo “eu mereço”, consumidores movimentam joalherias e Maisons de moda

Os compradores chineses estão lentamente retornando aos shoppings e boutiques, impulsionado o crescimento da indústria global de luxo, à medida que as medidas de quarentena de coronavírus se tornam menos rigorosas.

O tráfego de lojas na China está subindo depois de cair até 80% no pico do surto de vírus no início deste inverno, impulsionando as vendas de grifes famosas. A recuperação pode acelerar nas próximas semanas, alimentada pelas propagandas no estilo “você merece”.

Os compradores chineses representaram mais de um terço das vendas da indústria de luxo e cerca de dois terços de seu crescimento nos últimos anos. Quando Pequim impôs bloqueios no final de janeiro para conter a disseminação do coronavírus, as vendas pararam no momento em que começava o principal período de férias do Ano Novo.

O que antes parecia um primeiro trimestre desastroso para a indústria está prestes a se tornar um primeiro semestre ruim, à medida que centros de luxo como a Itália aumentam suas próprias medidas de quarentena e o vírus se espalha em grandes mercados como os EUA.

Mesmo quando o vírus se espalha globalmente, há sinais de que o surto da China está sob controle. O país registrou apenas duas dúzias de novos casos da doença na quarta-feira, abaixo das centenas ou milhares por dia algumas semanas atrás. E marcas de luxo como a Hermes International estão reabrindo lojas.

O surto provavelmente reduzirá as vendas do setor em até 40 bilhões de euros (US $ 45 bilhões) em 2020, de acordo com a pesquisa de 28 altos executivos realizada pelo Boston Consulting Group e Sanford C. Bernstein. E nem todos estarão correndo de volta ao shopping enquanto as medidas de quarentena relaxam.

Embora o número de novos casos oficialmente confirmados na China tenha diminuído acentuadamente, existe o risco de que as infecções possam aumentar novamente agora que mais pessoas estão retomando as atividades. Os viajantes podem desencadear novos surtos, trazendo o vírus de volta para a China do exterior. O impacto econômico de medidas como as restrições do presidente Donald Trump às viagens da Europa para os EUA também pode impedir uma possível recuperação.

Fonte: BLOOMBERG

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