De Beers estuda como eliminar a pegada de carbono da mineração de diamantes

Sustentabilidade está no radar da empresa por causa da pressão dos consumidores

Débora Rodrigues

De olho nas novas gerações, que valorizam muito a responsabilidade social ao fazer suas compras, muitas empresas têm buscado trazer para o setor joalheiro uma pegada mais sustentável. A mineradora De Beers está estudando como eliminar a pegada de carbono da mineração de diamantes, armazenando as emissões dentro do kimberlito, por exemplo.

A mineradora recebeu recentemente uma doação para testar o processo em sua mina de Gahcho Kué, no Canadá, depois de realizar experimentos de laboratório bem-sucedidos. O projeto envolve a injeção de dióxido de carbono na rocha processada de kimberlito para acelerar a “carbonatação mineral”, na qual o gás de efeito estufa reage com óxidos metálicos para formar uma substância estável e benigna.

A capacidade de armazenamento dos kimberlitos é tão grande que exigiria apenas 10% do potencial de armazenamento da rocha para capturar as emissões de dióxido de carbono de uma mina inteira, explicou De Beers. Dessa forma, há potencial para realizar operações de mineração neutras em carbono em locais onde esse tipo de rocha está presente, segundo afirmou a diretoria da empresa.

A empresa estuda se o processo pode funcionar em larga escala e planeja realizar testes em suas operações em outros países para avaliar diferenças entre vários climas e configurações geológicas.

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