Dona da Louis Vuitton negocia aquisição da Tiffany

A compra pode ajudar o grupo de luxo, com sede em Paris, a se expandir no mercado de joias dos EUA

NOVA YORK – A francesa LVMH, proprietária da marca Louis Vuitton, está negociando a aquisição da Tiffany, segundo informações divulgadas pela Bloomberg, no sábado, 26 de outubro. A compra pode ajudar o grupo de luxo, com sede em Paris, a se expandir no mercado de joias dos Estados Unidos. Uma aquisição da Tiffany seria a maior já realizada pela LVMH, superior aos US $ 7 bilhões pagos pela Christian Dior em 2017.

As ações da Tiffany subiram 22% este ano, com a empresa sendo avaliada em US $ 12 bilhões. Já os papés da LVMH aumentaram 49%, com uma capitalização de mercado de cerca de US $ 215 bilhões. A companhia superou as estimativas de analistas, com um ganho de 19% nas vendas para seus principais negócios de moda e couro no último trimestre.

Esta também seria a primeira grande transação do presidente da LVMH, Bernard Arnault, desde a compra da rede de hotéis de luxo Belmond no ano passado. Arnault é considerado o homem mais rico da Europa. Oficialmente, os representantes da Tiffany e da LVMH não comentaram os rumores sobre a negociação.

Demanda na Ásia
O acordo diversificaria ainda mais o conglomerado, que vem observando uma onda de demanda de luxo na China. A empresa, no entanto, também enfrenta riscos, incluindo a guerra comercial entre chineses e americanos.

Com marcas diversificadas que vão da varejista de cosméticos Sephora e Hublot, a relógios Hennessy e champanhe Dom Perignon, a LVMH procura focar ainda mais os EUA, a segunda maior região da empresa em receita, atrás da Ásia. Somente na semana passada, abriu uma nova fábrica da Louis Vuitton, no Texas, em uma cerimônia com a presença do presidente americano Donald Trump e sua filha Ivanka.

No mercado de joias, no entanto, a dona da Louis Vuitton não é tão dominante. A companhia é proprietária da Bulgari. Adicionar Tiffany ampliaria o escopo da LVMH, que domina a categoria de relógios e bolsas de alta qualidade. Um estudo da consultoria McKinsey revelou que a marca representava apenas 20% do mercado de joias em 2014, um número que espera dobrar até 2020.

Enquanto a Bulgari é famosa pela produção de um relógio que custa quase 2 milhões de euros (US $ 2,2 milhões), a Tiffany é mais conhecida por seus luxuosos anéis de noivado. A Tiffany tem se recuperando sob o comando do CEO Alessandro Bogliolo, renovando sua loja principal de Nova York com grandes investimentos direcionados aos compradores mais jovens.

Fonte: Agora Notícias Brasil

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