Erros da gestão financeira que prejudicam a eficiência do varejo

Cinco erros da gestão financeira que prejudicam a eficiência do varejo

Henrique Carbonell

Você pode ter uma empresa estabelecida ou uma franquia com suporte da marca, vender regularmente, ter bom faturamento e, mesmo assim, apresentar uma rentabilidade pequena. Pode parecer um paradoxo, mas é a realidade enfrentada por muitos varejistas no Brasil atualmente. Isso porque o sucesso do negócio também depende de sua eficiência operacional, ou seja, a gestão adequada de todos os processos e atividades executadas pelos profissionais no dia a dia da organização. O objetivo, evidentemente, é produzir mais com menos recursos. Para alcançar este status, confira cinco erros mais comuns que afetam sua margem de lucro:

1 – Ter medo de mudanças

O jargão do futebol não vale para o varejo: em time que está ganhando também se mexe! Os empreendedores têm receio de adotar mudanças na estrutura da organização e comprometer o resultado que já é alcançado pela empresa. Entretanto, a lógica é imbatível: manter o mesmo procedimento vai levar aos mesmos resultados. Quem deseja crescer precisa dar um passo a mais, identificando processos que devem ser alterados diante da constante transformação do mercado e, inclusive, com reestruturação do próprio negócio se for necessário.

2 – Ignorar métricas e indicadores de avaliação dos processos

Ainda hoje é comum encontrar varejistas que relutam utilizar indicadores de avaliação dos processos de suas lojas – eles preferem ficar no feeling do negócio, o que leva na maioria dos casos a uma análise equivocada do negócio. A identificação da situação atual da empresa e a busca por redução dos conflitos exige metas e estratégias que devem ser baseadas justamente nos dados levantados por essas métricas. Só assim é possível ter insights para tomar as melhores decisões e, consequentemente, atingir os objetivos esperados.

3 – Investir ocasionalmente em tecnologia

Para obter indicadores cada vez mais eficientes, o varejo precisa estar pronto para a transformação digital. Isso significa implantar ferramentas que melhorem o gerenciamento do negócio. A evolução tecnológica praticamente obrigou os empresários a adotarem recursos que automatizam processos, mas o problema é que esse investimento deve ser contínuo e acompanhar as tendências que surgem no mercado. Não basta, por exemplo, adquirir soluções de ponta hoje e não fazer mais nenhum acompanhamento – daqui um ou dois anos você estará desatualizado novamente.

4 – Desconhecer a rotina da empresa

Quando a gestão do varejo é na base do “achismo”, o gestor não consegue ter uma visão ideal do dia a dia da empresa. Dessa forma, a rotina tende a ser mais desorganizada e confusa do que em negócios mais estruturados. Hoje, esse tópico é fundamental para garantir o sucesso de uma companhia em qualquer setor. Ações e processos devem ser incorporados à cultura organizacional de forma natural. Contudo, isso leva tempo e deve ser feito em etapas, detalhando o que cada profissional e departamento deve fazer até os profissionais assimilarem todas as funções.

5 – Desprezar determinadas áreas do negócio

O varejista que prefere focar em um ponto específico do negócio e “ignora” as funções realizadas por parceiros e colaboradores está com os dias contados. Hoje, o gestor deve ter uma visão ampla de como a empresa funciona. É preciso ir além das responsabilidades diretas e conhecer os principais processos executados na organização. Essa atitude proporciona mais qualidade e agilidade na entrega de produtos e serviços, ao mesmo tempo em que identifica pontos de melhoria e erros que devem ser corrigidos para aumentar a eficiência.

Henrique Carbonell é sócio-fundador da Finanças 360º, plataforma de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e médio varejo. www.financas360.com.br

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