Frente Parlamentar da Amazônia quer fiscalização de ONGs e combate ao contrabando de pedras preciosas

Estima-se que 70% das pedras preciosas e ouro que saem da Amazônia sejam contrabandeadas 

Da Redação

A Frente Parlamentar em Defesa da Amazônia na Câmara dos Deputados realizou na semana passada a primeira reunião para deliberar temas que serão defendidos no Congresso Nacional a partir do mês de agosto. A Frente Parlamentar foi criada em maio deste ano e já conta com 260 deputados inscritos, tornando-se uma das maiores do Legislativo Federal.

Entre os temas discutidos na primeira reunião está a destinação de lixo doméstico e esgoto nas áreas urbanas e comunidades rurais dos municípios. A criação de atividades econômicas para impulsionar a geração de empregos sem causar danos ao meio ambiente também foi discutida na reunião.

A fiscalização das Organizações Não Governamentais (ONGs) que atuam na Amazônia também foi apontada como uma das tarefas da Frente Parlamentar.

Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) disse que fará auditoria nas contas das ONGs que atuam na Região Amazônica. Nos últimos dez anos, várias ONGs têm recebido doações vindas dos Estados Unidos e países da Europa e Ásia.

“Temos que saber o que as ONGs estão fazendo na Amazônia”, afirmou o presidente da Frente Parlamentar, Delegado Pablo (PSL-AM). “Não existe fiscalização sobre o trabalho das ONGs. Durante anos elas agiram livremente e se multiplicaram pela Amazônia brasileira”, acrescentou.

O deputado federal General Peternelli (PSL-AM) ressaltou que as riquezas minerais da Amazônia são cobiçadas por vários países, que aproveitam a falta de fiscalização na fronteira brasileira para contrabandear ouro e pedras preciosas.

“A Amazônia é rica em diamantes, esmeraldas e ouro, que são roubados do Brasil todos os dias”, denunciou o deputado. “Estima-se que 70% das pedras preciosas e ouro que saem da Amazônia sejam contrabandeadas. É uma fortuna que vai embora e poderia ser usada no desenvolvimento da região”, lamentou Peternelli.

Os temas abordados na reunião serão levados ao plenário da Câmara dos Deputados e também discutidos com órgãos federais, governos estaduais e prefeituras com a intenção solucionar os problemas vividos pela região.

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