FENINJER+ 2026 | A Maior Feira de Joias da América Latina

Pesquisa aponta assédio na indústria joalheira

Pesquisa aponta assédio na indústria joalheira

Pesquisa aponta assédio na indústria joalheira

Estudo mostra como as mulheres têm sido tratadas pelo setor

Débora Rodrigues

A indústria de joias, como tantas outras, também passa pelos percalços do tema diversidade quando o assunto é o tratamento dado às mulheres. Recentemente, o jornal New York Times publicou um artigo que revelava a postura de uma famosa joalheria norte-americana, a Sterling Jewelry, de não promover ou proteger as mulheres.

Os resultados da primeira pesquisa do Projeto de Igualdade de Gênero da Women’s Jewelry Association (WJA), ressaltam o fato de que a indústria joalheira briga para alcançar a paridade de gênero. A pesquisa foi uma colaboração entre a WJA e a MVI Marketing, uma empresa de pesquisa de comércio e consumidores que trabalha exclusivamente para as indústrias de gemas, joias e relógios. Foram consultados 586 profissionais do setor – dos quais 240 eram funcionários, com 90% de mulheres; e 346 proprietários, dos quais 230 eram mulheres – para comentar sobre as práticas no local de trabalho.

Os resultados da pesquisa, de acordo com uma declaração da WJA, “mostram que funcionários e proprietários relatam uma percepção muito diferente sobre quase todos os tópicos relacionados ao gênero no local de trabalho, indicando a necessidade de educação e apoio para ambos os grupos”.

Além disso, os funcionários tendem a pensar que os tópicos que dizem respeito ao gênero são “extremamente importantes” com mais frequência do que os empregadores, de acordo com a declaração. O documento mostra que muitos funcionários relutam em relatar ocorrências de discriminação de gênero a seus chefes porque temem um impacto negativo em seus empregos ou outra retaliação.

Outras descobertas importantes da pesquisa foram que:

49% dos funcionários relatam ter testemunhado ou estão cientes da discriminação baseada no gênero, em comparação com 7% dos proprietários.

16% dos funcionários dizem ter sido vítimas de avanços sexuais indesejados, mas apenas 3% dos empregadores receberam reclamações.

30% dos funcionários dizem que são privados de oportunidades iguais de promoção devido a questões relacionadas a gênero, mas apenas 2% dos proprietários relatam que receberam reclamações.

50% dos funcionários relatam estarem sujeitos a um ambiente de trabalho hostil relacionado ao gênero (inclusive em feiras comerciais), mas apenas 9% dos proprietários relatam que receberam reclamações.

38% dos funcionários participantes dizem que foram afetados pela disparidade de remuneração relacionada a gênero, mas apenas 2% dos proprietários dizem ter recebido reclamações.

23% dos funcionários dizem ter sofrido assédio sexual, mas apenas 5% dos proprietários relatam receber reclamações.

Como resultado, o Projeto de Igualdade de Gênero da WJA, que é financiado em parte por uma doação do JCK Industry Fund, planeja atuar nesses resultados. A organização possui vários projetos em andamento, incluindo treinamentos e materiais dirigidos ao esclarecimento de empregadores e funcionários.

E com relação às políticas de Responsabilidade das empresas? A pesquisa mostrou que como os funcionários de empresas de menor porte têm “muito menos probabilidade do que funcionários de grandes empresas” de entender políticas empresariais relacionadas a gênero (92% dos funcionários de empresas com mais de 1.000 funcionários conhecem as políticas da empresa, enquanto apenas 48% dos funcionários de empresas com 1 –5 trabalhadores os conhecem), a WJA também se concentrará em fornecer “educação e apoio a proprietários e funcionários de pequenas empresas”.

E a organização também planeja oferecer treinamento em habilidades de negociação em resposta aos 30 indivíduos pesquisados ​​que disseram ter sido “privados de oportunidades iguais de progresso” e os 38% que afirmaram terem sido afetados. por disparidade de remuneração baseada em gênero.

Compartilhar
Rolar para cima