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Pesquisadora defende que temos 12 sentidos — e não apenas 5

Pesquisadora defende que temos 12 sentidos — e não apenas 5

Pesquisadora defende que temos 12 sentidos — e não apenas 5

Além dos cinco sentidos convencionais, a britânica Jackie Higgins aponta que os demais falam das capacidades que todos usamos no dia a dia

Por André Biernath*

A noção de que temos apenas cinco sentidos é um mito, diz pesquisadora. Imagem: Getty Images

É curioso pensar como algumas ideias antigas, criadas há séculos e milênios, são capazes de “grudar” na nossa cabeça a ponto de nem discutirmos mais a veracidade delas.

Um exemplo disso é a noção de que somos dotados de apenas cinco sentidos, um conceito que foi desenvolvido por Aristóteles há mais de 2,3 mil anos — e que é ensinado até hoje desde a primeira infância.

Mas o avanço da Ciência permite entender melhor a complexidade e a diversidade das ferramentas que temos para entender o mundo que nos cerca. Hoje em dia, os cientistas apontam que temos muito mais do que cinco sentidos.

Esse, aliás, é o tema do livro Sentient — What Animals Reveal About Our Senses (“Senciente — O que os Animais Revelam Sobre Nossos Sentidos”, em tradução livre), escrito pela britânica Jackie Higgins.

Em Sentient, publicado em inglês em 2021, Higgins defende a ideia de que temos 12 sentidos. São eles: visão, audição, olfato, paladar, tato, cor, prazer e dor, desejo, equilíbrio, tempo, direção e corpo/propriocepção.

Além dos cinco sentidos convencionais, os demais falam de capacidades que todos usamos no dia a dia. Como o próprio nome indica, o sentido cor explica como vemos as colorações de tudo.

Prazer e dor estão relacionados aos nervos localizados embaixo da pele que captam esses sinais diante de estímulos externos.

O desejo é regido pelos feromônios, substâncias químicas que os animais (incluindo nós mesmos) liberam para atrair possíveis parceiros.

Já o equilíbrio é a habilidade de permanecer de pé, num ângulo de 90 graus — e não com o corpo curvado para um lado ou outro.

O sentido chamado tempo tem a ver com nosso relógio biológico ou o ritmo cíclico de vigília e sono.

Por fim, a direção envolve a nossa “bússola interna” e como conseguimos nos localizar num ambiente. E o corpo/propriocepção diz sobre como somos capazes de nos perceber em relação a tudo que nos cerca.

A especialista admite que a lista dela está longe de representar um consenso entre especialistas da área — alguns estudiosos dizem que temos mais de 30 sentidos diferentes.

No livro, Higgins também discute as diferentes formas de ver o mundo. “Nós temos espécies que enxergam cores diferentes em relação ao que conseguimos captar. Isso é fascinante, porque podemos imaginar um mundo diferente do nosso”, diz ela, em entrevista à BBC News Brasil.

“Quis passar essa noção de que vivemos num mundo cercado de diferentes sinais e estímulos. Mas nós só conseguimos perceber aqueles que nossos órgãos sensoriais são capazes de captar e levar até nosso cérebro.”

Clique aqui e confira a entrevista de Jackie Higgins para a à BBC News Brasil.

*André Biernath para BBC News Brasil em Londres 

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