Indústria joalheira reinventa as tradicionais alianças para atender as exigências dos consumidores mais jovens

Tradicionais joias usadas por casais para selar compromisso, as alianças estão cada vez mais diferentes, com novos materiais e tecnologias.

Da Redação

Mesmo num mercado retraído, os números do setor como um todo são positivos, de acordo com o McKinsey Global Institute. A expectativa é crescer até 6% ao ano e atingir U$250bi até 2020. Como causas desse cenário, especialistas apontam a queda da inflação e a recente recuperação do poder de compra dos consumidores brasileiros.

Dentro desse enorme mercado, entre colares, brincos e pulseiras, estão as alianças. Desejo dos casais, são um símbolo universal de compromisso afetivo e ganham atenção das marcas de joia em todo o mundo com investimento em pesquisas de novos materiais, design e emprego de novas tecnologias.

O grande desafio é criar peças com a qualidade e o glamour que a aliança simboliza em meio às novas tendências de consumo do mundo moderno, adaptando-se o dia a dia do consumidor, considerando preço, riscos de segurança pessoal e também o impacto no meio ambiente.

A aliança surgiu entre os gregos e os romanos para simbolizar o casamento. Acreditava-se que no quarto dedo da mão esquerda passava uma veia (vena amoris) diretamente ligada ao coração. Costume seguido até aos dias de hoje e reforçado pela igreja cristã, que adaptou a aliança como um símbolo de união e fidelidade.

Na era da customização, os novos casais buscam por modelos diferenciados, que representem melhor sua história, perfil e estilo. Há ainda um grande espaço para os modelos tradicionais, porém as alianças com acabamentos diferentes estão ganhando mercado rapidamente.

Para atender essa nova demanda, as empresas joalheiras investem em tecnologia de fabricação, como é o caso da Convex Joias, que trabalha com uma linha com mais de 125 modelos de alianças de aço, dentre elas, 66 modelos patenteados exclusivos e mais 15 anéis, que incluem o clássico Solitário de Prata, muito usado nos Estados Unidos para pedidos de casamento, como vemos nos filmes.

“Hoje você pode usar uma aliança de aço, que não estraga e irá durar a vida toda, com vários tipos de acabamentos, pedras, pigmentações especiais, inclusive de tecnologia aeroespacial e ainda sentir mais segurança do que usar uma joia de ouro” explica Claudinei Parro, diretor comercial.

Uma grande novidade do mercado joalheiro é a aliança Goldness, lançamento da Convex e grande aposta da marca para esse ano.

Feita a partir de uma base de Aço 316L e uma chapa de Ouro 10K, muito usado nos países desenvolvidos, o aço fica “escondido” na parte interna do anel, deixando visível somente o ouro. A tecnologia cria uma aparência de aliança de ouro tradicional, porém com um preço muito mais interessante.

“Antigamente existiam as alianças de prata “encapadas”, porém, olhando lateralmente era possível ver a junção dos metais, criando uma divisa. A Goldness é diferente, pois a chapa de ouro aplicada abraça toda a base de aço até a parte interna”, explica Claudinei.

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