Joalheria pode reutilizar lixo eletrônico para produção sustentável de joias

ONU recomenda que a indústria joalheira ajude a reaproveitar os metais presentes nesses materiais

Débora Rodrigues

De acordo com um relatório da ONU lançado no Fórum Econômico Mundial em Davos, até 2050, os humanos produzirão cerca de 120 milhões de toneladas de lixo eletrônico, o que prejudicará muito nosso meio ambiente e consequentemente a vida das pessoas.

Uma das soluções para reaproveitar todo esse lixo eletrônico seria seu uso dentro da indústria joalheira. No relatório, a ONU mostrou que muitos desses objetos contém metais como ouro, prata e cobre, que podem ser reciclados e usados ​​pelos produtores para criar joias como parte de suas iniciativas sustentáveis.

Uma tonelada de celulares antigos contém cerca de cem vezes mais ouro do que uma tonelada de minério. E o setor joalheiro, que segundo estimativas responde por cerca de metade da demanda de ouro e por um quinto da prata, poderia usar esse lixo eletrônico como uma das soluções para apresentar novas peças e ainda colaborar para que o planeta ganhe uma economia mais sustentável.

Muitas joalherias têm demonstrado interesse em trabalhar com responsabilidade e sustentabilidade e lançam iniciativas para atender um novo tipo de consumidor, cada vez mais preocupado com questões éticas e ambientais. Uma delas é a Chopard, que começou a usar ouro 100% ético, respondendo aos padrões ecológicos e éticos da mineração de ouro.
Assim também a Swarowski se comprometeu com a causa e lançou uma linha de joias sustentáveis, totalmente criada com ouro reciclado e diamantes sintéticos. Dois exemplos que podem inspirar outras marcas famosas e mesmo os pequenos produtores.

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