Mercado do ouro sofrerá transformações para buscar oportunidades

O novo CEO da maior produtora de ouro do mundo, a Barrick Gold, Mark Bristow, acaba de assumir e traz ideias de que deverá revolucionar a indústria do ouro. Ao tomar posse ele fez um alerta dizendo que há uma grande reformulação por vir. A Barrick comprou uma pequena concorrente, a Randgold Resources, em um acordo de US$ 5,4 bilhões anunciado em setembro. Como parte do negócio, Bristow se tornou CEO da companhia.

“Este setor sem dúvida precisa de transformação”, disse Bristow, em entrevista, de Nova York, onde as ações da empresa combinada já são negociadas. “Acreditamos que começamos isso. Teremos uma empresa blue-chip e, no caminho, não ficaremos de braços cruzados se houver outras oportunidades.”  

Com a combinação das duas empresas, a Barrick administrará cinco das dez maiores minas de ouro do mundo, com operações em locais como Nevada, EUA, na América do Sul, no Mali e na República Democrática do Congo.  

“Se essa indústria continuasse no caminho que estava, se tornaria irrelevante”, disse Bristow, geólogo sul-africano que fundou a Randgold há mais de 20 anos. E ele tem razão. O cenário atual mostra a perda de preferência de muitos investidores pela produção de ouro após um ano de preços baixos do lingote e um histórico recente de aquisições caras e projetos de minas que acumularam dívidas e não compensaram.  

Ocorre que o setor tem “poucos ativos com muitas equipes de gestão e precisa de reorganização”,  segundo avaliou Bristow. O período de mais de 20 anos de venda de ações da Randgold em Londres foi encerrado com a conclusão da fusão com a Barrick. Foi uma das histórias corporativas mais bem-sucedidas do Reino Unido, com ganho de mais de 5.000% até esta altura do século. John Thornton continuará como presidente-executivo do conselho, mas o pessoal da Randgold ocupará boa parte do alto escalão. Graham Shuttleworth, que era diretor financeiro da Randgold, assume o mesmo cargo na empresa combinada e Willem Jacobs, da Randgold, comandará a divisão da África e do Oriente Médio na Barrick.  

E a intervenção para tratar dos problemas principais da Barrick começaram. Os novos líderes estiveram em reuniões na Tanzânia, onde está um dos problemas mais intratáveis. Dentro do mercado há rumores de que o negócio possa estimular uma nova onda de consolidação com reações de concorrentes como Newmont Mining e Goldcorp, e também é provável que a Barrick tente se desfazer de alguns ativos.

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