Museu do Diamante disponibiliza acervo na web

Desde 16 de maio já são 130 peças digitalizadas disponíveis para pesquisa online

Por Erica Mendes

Os nove museus administrados pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) estão sendo digitalizados e estão disponíveis online. Entre eles está o Museu do Diamante, sediado em Diamantina-MG, que desde o dia 16 de maio já tem parte do seu acervo na web disponível ao público: são 130 objetos relacionados à mineralogia e à exploração do ouro e do diamante, além de arte sacra, mobiliário e instrumentos musicais.

Cada peça possui, em média, 25 informações, como local e data de produção, material e técnica, estado de conservação, etc. E as imagens estão em alta resolução, facilitando a observação de detalhes.

Estojo de madeira jacarandá com quarenta espaços para encaixe de pedras (cristais de rocha). Foto: Museu do Diamante

Todo esse conjunto de bens que integra o patrimônio da instituição ajuda a compor um retrato do que foi o processo de formação e ocupação do norte de Minas Gerais, além é claro de mostrar um pouco da história do mais nobre dos metais e da mais cobiçada pedra em terras brasilis.

Segundo nota divulgada pelo Museu, a cidade de Diamantina, antigo Arraial do Tijuco, em Minas Gerais, está relacionada diretamente com a exploração do diamante, apesar do surto de mineração do ouro ter sido responsável por sua ocupação inicial. Na segunda metade do século XIX surgiram as primeiras companhias estrangeiras de mineração mecanizada na área, que convivia com o trabalho e técnicas tradicionais dos garimpeiros. Assim, em torno da exploração diamantífera foi se constituindo uma dinâmica cultural específica, registrada por um acervo cultural valioso, que permanece preservado na cidade e no Museu do Diamante.

Conjunto para medição com estojo, conjunto de medidores de ouro,  Balança e Conjunto de crivos com estojo

Em paralelo, as joias faziam parte dos objetos de valor de família e eram elemento imprescindível nos seus testamentos e inventários. O apogeu de sua produção na região se deu no século XVIII, apesar da ourivesaria religiosa ser mais significativa que a civil, com preciosos objetos de prata e pedras preciosas, como relicários, lâmpadas, ostensórios, navetas e coroas.

A disponibilização de todo o acervo do Museu do Diamante – que soma 2.485 itens, entre 1.677 peças catalogadas e 806 fotografias de ruas, casas, monumentos, personalidades de Diamantina e sobre mineração e garimpo na região – deverá acontecer até o final deste ano.  “Muitos objetos estão em reserva técnica e em processo de pesquisa de procedência. A medida que estas pesquisas obtiverem mais informações, novas peças serão incluídas na plataforma online”, comentou a administradora da instituição Juliane Nicolle Câmara.

Para o presidente do IBRAM, Paulo Amaral, a expectativa é que vitrine digital do museu motive visitantes e pesquisadores a conhecerem o acervo in loco. “Não é a mesma coisa olhar uma obra de arte in loco e olhar numa revista, numa fotografia ou online. A verdade é que os objetivos dos acervos digitalizados é dar às pessoas a ideia do que existe, para que elas, se inteirando desta realidade, possam visitar os museus diretamente”.

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