O que os compradores da geração Z querem dos joalheiros

Veja os principais pontos de um estudo realizado com o público que está chegando ao mercado consumidor

Débora Rodrigues

Enquanto a indústria ainda faz estudos e pensa em como atrair a geração do milênio, há uma nova geração chegando. Atualmente, os membros da geração Z têm entre 15 e 25 anos de idade, mas já marcam sua presença no mercado.

E como as joalherias estão se preparando para conquistar essas novas gerações? O sucesso do setor pode depender do quanto ela tem se preocupado com essa geração emergente, de acordo com um relatório preparado por Jonathan Kendall, chefe da comissão de Marketing e da Confederação Mundial de Joias (CIBJO).

Algumas questões reveladoras foram apresentadas nesse mais novo estudo, dentre elas a comprovação de que a Geração Z é usuária pesada ​​de mídias sociais, particularmente WhatsApp, WeChat e Instagram, que ela quer mudar o mundo e pensa muito em sustentabilidade e meio ambiente e ainda, 40% dos entrevistados disseram que querem ser empreendedores, enquanto metade disse que pretende inventar algo revolucionário.

A mensagem é clara para os joalheiros: é preciso focar seus negócios nas mídias sociais. A indústria também precisa estar atenta em incentivos para esses jovens talentos. Jovens dessa nova geração valorizam a autenticidade, pesquisam marcas e gostam de estilo vintage.

À medida que a mudança climática piora, cerca de 70% dos consumidores da Geração Z dizem que consideram sustentabilidade antes de fazer uma compra. Eles também gostam da idea de adquirir bens de segunda mão; um em cada três entrevistados compra roupas, sapatos e acessórios usados. Trata-se de uma nova mensagem de Marketing para os principais joalheiros; muitos produtos projetados podem, para contento desses novos compradores, trazer elementos de segunda mão.

A nova geração deverá trazer uma oportunidade para o setor, disse Kendall, já que os consumidores da Geração Z provavelmente pesquisam marcas e estilos vintage. E eles são neutros em relação ao gênero e conscientes do gênero.  “Os membros da geração Z não querem ser classificados”, explicou o condutor do estudo. “Eles querem ser fluidos. Uma coisa hoje e amanhã, talvez, algo diferente”. Sim, a nova geração celebra a diversidade.

Por isso, de acordo com Kendall,  mais marcas lançam roupas e cosméticos neutros, em termos de gênero, o que deve ser copiado pela indústria joalheira. “Quem será o primeiro a criar um anel ou colar perfeito e neutro em termos de gênero, que será a peça icônica da década de 2020?”, questionou. No relatório, 6 em cada dez ouvidos dizem gostar de ver anúncios que mostram famílias diversas.

“Eles querem ver pessoas que se parecem com eles e com seus amigos”, segundo Kendall. “Eles querem ver pessoas reais em situações reais na publicidade. Os modelos não precisam ser perfeitos. De fato, em geral, a perfeição é considerada muito artificial.”

Outra coisa que chamou a atenção é que essa nova geração prefere que as marcas sejam mais “humanas”. Eles estão menos interessados ​​em marcas “aspiracionais” e mais propensos a patrocinar marcas que refletem quem eles são.

E os comentários e críticas têm um peso considerável pela Gen Z antes de realizar uma compra. Mais de 80% dela lê comentários antes de fazer uma compra. E todos são socialmente conscientes. Se preocupam em saber sob quais condições o produto foi fabricado.

Eles são financeiramente mais experientes. Tendo visto a destruição causada pela crise financeira mundial,  é mais provável que os consumidores mais jovens economizem para pagar sem usar crédito. As considerações finais feitas por Kendall é que a geração Z está preparada para fazer alarde, mas isso deve valer a pena. “Quanto mais valor agregado um produto tiver, melhor e isso pode advir de suas credenciais ambientais ou de seu valor social”.

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