Pulseira de zebra entra para coleção permanente do Met

Joia de David Webb foi criada em 1963 e se tornou um ícone da joalheria

Débora Rodrigues

Uma pulseira icônica do joalheiro americano David Webb passou a fazer parte da coleção permanente de um dos mais importantes museus mundiais, o Metropolitan Museum of Art.

A pulseira de David Webb tem um design de zebra expresso em esmalte preto e branco, datada de 1963. A zebra é um dos ícones de estilo mais conhecidos e procurados da casa. Sua imagem é projetada até nas cortinas da vitrine  da joalheria, iluminada por candelabros na Madison Avenue, em Nova York.

Ao longo dos anos, o animal emprestou suas listras a tudo, desde broches a brincos pendentes. A história da Maison com o desenho estampado naturalmente nas zebras é longa e de sucesso. Uma das principais editoras de moda da Vogue, Diana Vreeland, usou uma das primeiras pulseiras de Zebra. Aliás, a revista já se inspirou no motivo e no joalheiro para uma de suas capas mais famosas, publicada em 1964, com a modelo mostrando um anel de coquetel com motivo de zebra de David Webb.

Agora, este é o primeiro projeto de David Webb a ser adquirido pelo Met para sua coleção permanente. Originalmente, a pulseira foi feita a mão pelo filho do artesão e esmaltada pelo especialista em esmalte da casa. Segundo o departamento de Marketing da Maison, é notável que uma das peças do designer fundador deva agora residir no Met, considerando que o próprio Webb era assíduo frequentador do museu em busca de inspiração para seu trabalho. Em 12 de agosto de 1963, Webb escreveu um artigo intitulado “Por que não pendurar joias?” para o jornal New York Herald Tribune, no qual ele argumenta, “Joias, embora mais pessoais que pinturas, deveriam ser tratadas como grandes obras de arte, o que elas certamente são. Coleções de grandes joias devem ser exibidas ao público, assim como outras grandes obras de arte”.

Aquilo que esse icônico joalheiro mundial escreveu se tornou realidade e o bracelete, agora, se juntou à coleção e faz parte da Galeria 773 da Ala Americana. Aliás, a peça permanecerá em exibição até 5 de abril de 2020.

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