Tendências que impactarão o varejo ainda em 2019

Estudo da KPMG destaca os sete principais temas que transformarão o varejo até o final do ano

Por Erica Mendes

Em fevereiro, a KPMG publicou o estudo ‘Tendências do Varejo de 2019 – Consumidor Global e Varejo’, destacando os principais temas que impactarão o comércio até dezembro. Segundo a empresa, 2019 é um ano de transformação para o varejo: a tecnologia continua mudando as regras de engajamento, os consumidores estão mais exigentes do que nunca e fazer com que eles notem sua marca é um desafio ainda maior.

As sete principais tendências apontadas pela empresa de auditoria que integra o grupo de empresas chamadas de Big Four são:

De nós para mim

Os varejistas já estão usando dados centrados no cliente, de forma legal, para gerar a chamada hipepersonalização: uso de dados comportamentais e em tempo real para criar produtos, serviços e comunicações relevantes para uma pessoa específica, em uma determinada situação.

A hipepersonalização permite que as marcas tenham uma compreensão profunda dos hábitos individuais de seus consumidores. A confiança na marca colabora para que os clientes forneçam seus dados, mas em troca eles querem ter produtos e experiências que melhor atendam às suas necessidades, fazendo com que a experiência seja a mais pessoal e única possível.

Os consumidores são mais experientes em preço

Sim, é uma tendência comprar mais por menos e se gabar disso.

Com mais opções e informações à sua disposição, os consumidores preferem fazer sua própria pesquisa de produtos. Isso ocorre porque os valores do consumidor, agora, abrangem uma série de outros atributos e eles espera que o preço reflita a missão da marca: valor(es), conveniência e experiência.

O crescimento constante da voz

Se de um lado as novidades em torno da IA não param de crescer, de outro os seres humanos estão cada vez mais à vontade em se comunicar com os robôs. Eles estão ficando mais sofisticados, ou semelhantes a humanos, e, em muitos casos, realizam o trabalho com mais rapidez e eficiência.

Esse ano ainda veremos a aplicação da IA fortemente no varejo através dos alto-falantes inteligentes e chatbots.

O varejo de experiência começa a ganhar vida

O varejo de experiência ou o retailtainment (varejo de entretenimento) é o futuro. As pessoas valorizam e investem mais em experiências do que em bens materiais. Novos números mostram que os consumidores continuam gastando menos na compra de produtos físicos e mais em atividades (e é claro que eles falam sobre isso nas redes sociais). Desde teatros a bares e lojas, as empresas estão se esforçando para se adaptar a essa mudança.

Ao criar uma experiência mais imersiva, os varejistas podem levar as pessoas às suas lojas e garantir que elas saiam não apenas com produtos, mas também com recordações. Portanto, é preciso explorar, de forma ativa e sistemática, a experiência como a ferramenta mais poderosa para conquistar e manter clientes.

A atitude sustentável para o planeta está chegando

A sustentabilidade não é mais algo opcional no varejo. Como a geração verde vem priorizando as compras sustentáveis, um terço dos consumidores agora escolhe comprar marcas com base em seu impacto social e ambiental.

Em 2019, veremos as empresas assumirem compromissos de sustentabilidade mais significativos, nos quais possam ter um impacto também significativo alinhados aos seus valores, às suas marcas e aos seus públicos-alvo.

A moeda social será mais transacional

A disposição dos consumidores para compartilhar em redes sociais, aqui chamada de moeda social, é um grande potencial de construção de marca para os varejistas.

As redes sociais hoje já fazem parte da jornada de compras de muitos clientes, sendo que para muitos deles, elas já são o principal ponto de interação com a marca. Por isso, é preciso se envolver ativamente com essas ferramentas, investindo em propaganda e publicidade direcionada para alcançar grupos específicos de interesses da marca.

Da transação para a prestação de serviços

A cadeia de fornecimento não é mais o agregador central do valor comercial. O que a empresa tem importa menos do que o que ela pode conectar. E é aí que as plataformas se destacam.

Elas reformularam e reinventaram o mundo do varejo. Agora, elas estão levando seus modelos de negócios (trocas entre dois ou mais grupos interdependentes por meio de grandes e escalonáveis redes de usuários) a um passo adiante e desenvolvendo soluções e produtos oferecidos diretamente a outros varejistas. Em troca, eles coletarão os dados para continuar aprofundando sua compreensão dos comportamentos dos consumidores.

 

Clique aqui para ler o estudo na íntegra.

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