Um novo olhar sobre os diamantes de laboratório

A crescente aceitação pela gema sintética já está impactando a extração dos exemplares naturais, apesar de ainda demandar de muita energia elétrica em sua produção

Foto por Racool_studio – br.freepik.com

Se até pouco tempo atrás o diamante de laboratório não era benquisto pela maioria dos joalheiros mundo afora, esse cenário começou a mudar em maio do ano passado quando a dinamarquesa Pandora anunciou que não venderia mais diamantes extraídos na natureza. De lá pra cá, o setor começou a ver com outros olhos as joias sintéticas, afinal ambos os tipos de pedra são diamantes, diferindo apenas quanto à sua origem.

Apesar de um número crescente de joalheiros estarem adotando a venda de diamantes sintéticos (muitos com o único objetivo de promover uma imagem mais amiga do meio ambiente), em entrevista à BBC, o CEO da Pandora, Alexander Lacik, explicou que a transição era parte de um plano mais amplo em direção à sustentabilidade. No entanto, apesar desta tecnologia estar em constante melhoria, ainda existem problemas: a fabricação de diamantes artificiais demanda muita energia elétrica em sua produção, o que pode significar mais queima de combustíveis fósseis em alguns lugares do mundo.\

O impacto dos diamantes de laboratório no mercado

A maior aceitação pelos diamantes feitos em laboratório já está sendo medida e tem chamado a atenção. Em 2020, sua produção atingiu um montante entre 6 a 7 milhões de quilates no mundo, segundo dados levantados pela BBC.

Como cada quilate (o equivalente a 0,200 grama) produzido manualmente significa menos um quilate extraído do solo, o aumento dos sintéticos implicou em queda na produção dos diamantes retirados da natureza que, segundo a consultoria Bain & Co., foi de 111 milhões de quilates em 2020, contra um pico de 152 milhões registrados em 2017.

Diamantes naturais x sintéticos

Enquanto os chamados diamantes naturais se formaram ao longo de milhões de anos pela força da natureza, os diamantes de laboratório são produzidos por técnicos a partir de um cristal de carbono dentro de uma câmara de micro-ondas com metano (ou outro gás com átomos de carbono). O resultado – uma bola brilhante de plasma superaquecida – cria partículas que se cristalizam em forma de diamantes em até dez semanas.

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