Vendas e contratações devem aumentar na temporada de final de ano

A expectativa de crescimento no setor joalheiro é de 10% a 20%

Débora Rodrigues

As vendas do comércio no período do Natal devem ser melhores nesse final de ano. No Brasil, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para cima a previsão de vendas e contratações no setor varejista para a data, provocada por uma onda de otimismo para esse final de ano. No setor joalheiro a expectativa de crescimento nas vendas também é grande. De modo geral, espera-se de um crescimento de 10% a 20% na venda de joias no varejo.

Nos Estados Unidos, a venda de joias também deve crescer. A IBM prevê um forte crescimento especificamente nas vendas das joalherias nessa temporada. As compras de joias subirão cerca de 5,2% durante o período de festas, disse o vice-presidente da IBM, Michael Haydock. A joalheria ficou em quarto lugar na lista de categorias da empresa com maior crescimento de vendas prevista, seguindo itens como aparelhos de consumo e vários tipos de roupas. O vestuário especificamente feminino era o quinto, enquanto o calçado ocupava o sexto lugar.

De acordo com Haydock, a joalheria tem se saído bem, mesmo em um período frágil para alguns varejistas. Grupos de pesquisa esperam fortes aumentos no total de vendas no varejo durante a época festiva. As receitas aumentarão 4,8% no total, previu a IBM, enquanto a National Retail Federation espera um aumento de 4,3% a 4,8%. O sentimento do consumidor permaneceu positivo ao longo do ano, de acordo com as Pesquisas de Consumidores.

No entanto, as vendas de fim de ano podem sofrer se a Reserva Federal dos EUA aumentar significativamente as taxas de juros, disse Richard Curtin, economista-chefe da Universidade de Michigan. “Embora não haja motivo para antecipar uma mudança repentina nas expectativas da taxa de juros nos próximos meses, ainda é uma tarefa importante para o Fed evitar atingir o limite que causa o adiamento generalizado das compras”, observou ele.

E aqui no Brasil, a CNC mostrou que em meio à queda da inflação e dos juros, o Natal movimentará R$ 34,5 bilhões na economia, um avanço de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado, ante previsão anterior de alta de 2,3%. A estimativa de contratação de trabalhadores temporários também sobe de 72,7 mil para 76,5 mil vagas.

Como fatores que contribuirão para este cenário de mais vendas e contratações, a CNC cita a menor pressão inflacionária, a melhora no mercado de trabalho e o consumo. “Além da menor pressão sobre a inflação, nos meses de agosto e setembro de 2018, o mercado de trabalho, lastro do consumo no País, registrou os maiores saldos de geração vagas formais em cinco anos”, aponta o chefe de divisão econômica da entidade, Fabio Bentes.

De acordo com a confederação, os segmentos de hiper e supermercados, lojas de vestuário e artigos de uso pessoal e doméstico são os que mais devem sentir essa melhora. A expectativa é que esses ramos respondam por cerca de 75% das vendas durante o Natal.

 

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