Boucheron retorna às suas raízes em nova coleção

Coleção Nature Triomphante assume o luxo e o glamour que caracterizam a grife

Gabriel Moura

As festa de final de ano ganharam brilho e muito requinte. A Boucheron apresenta sua nova coleção de olho na temporada de festas. Voltando às suas origens, a grife apresenta uma hera selvagem e luxuosa, que assume todo o glamour que caracteriza a marca.

Diz-se que a hera selvagem sempre esteve presente no Palais Royale, onde a Maison Boucheron foi fundada em 1858. O fundador Frédéric Boucheron assumiu a forma da planta como sua inspiração e, agora, 160 anos depois, ela volta a aparecer na coleção da casa.

Desta vez, no entanto, com a ajuda da tecnologia de digitalização digital, o Boucheron Lierre de Paris está mais perto do que nunca de personificar a forma da planta. O colar Lierre Givré interpreta um degelo de inverno usando titânio e cacholong, uma opala branca leitosa. Na joia, cada elemento é uma renderização perfeita da hera real, graças à tecnologia 3D. As veias da planta são colocadas em relevo, enquanto os diamantes micro-pavés preenchem os limites.

A Nature Triomphante é uma linha preciosa, resultado de dois anos de trabalho de pesquisa técnica que gerou formas autênticas, como uma forma de oferecer imortalidade às flores  efêmeras. A coleção de 80 peças é apresentada em três capítulos – Naturaliste, Surréaliste e Alchimiste.

Dos três capítulos da coleção Nature Triomphante 2018, é a Naturaliste que mais remete à herança Boucheron, da qual a diretora criativa Claire Choisne deriva sua motivação para inovar. Os colares Point d’Interrogation (Ponto de Interrogação), criados por Boucheron em 1881, são reinventados nesta coleção, com classe e luxo. A diretora criativa se inspira em flores de cerejeira e Ikebana, a arte japonesa de arranjos de flores, para dar nova vida à forma icônica do colar.  Algumas das joias são articuladas para parecer que cresceram e se movem. Até a parte de trás das folhas reproduz a “face B” das samambaias.

O capítulo Alchimiste oferece nove modelos de anéis de flores que exploram a leveza e a beleza de anêmonas, rosas, hortênsias e peônias. Trabalhando com uma artista-petalista e digitalizando os mínimos detalhes de cada flor, a alta joalheria recebeu um revival hiper-realista que é ao mesmo tempo ousado. E a riqueza e o esplendor assimétrico da Mãe Natureza irradiam-se no anel Anémone Meron Bordeaux – outro ícone inesquecível desta coleção, que é um retorno às raízes.

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