Lançamentos mostram a guinada da Tiffany em busca de novos compradores

Empresa aposta na modernização para conquistar nova geração de compradores

Débora Rodrigues

Renovação é a palavra de ordem para as empresas nessa nova era. E a Tiffany & Co. tem trabalhado para promover uma guinada e feito esforços para atrair clientes mais jovens. A joalheria tem apresentado novas ações de marketing, mídia social, experiência na loja e produtos. Duas de suas coleções, HardWear e Paper Flowers, mostram essa virada da empresa em buscar de atrair novos compradores e modernizar a marca.

O lançamento global da coleção Flores de Papel está completo e repercute globalmente. Outro indício dessa busca por modernidade é que a joalheria lançou o Tiffany True, seu primeiro novo design de anel de noivado em quase uma década – e o primeiro projetado por Reed Krakoff. A empresa atribui um quarto de suas vendas anuais para joias de casamento. Esses projetos têm sido uma parte da transformação da Tiffany.

Na Ásia, onde a empresa teve que superar a desaceleração de vendas em 4% no ano passado, a confiança nos consumidores chineses faz com que haja uma nova perspectiva. A companhia tem investido fortemente no mercado chinês. E as vendas da empresa nos Estados Unidos nos primeiros trimestres desse ano foram especialmente boas, subindo 5%, o que pode ser atribuído em parte à força da economia, com a crescente afluência e confiança dos consumidores de renda média e alta ajudando a aumentar os gastos com joias. No entanto, muito se deve também ao ressurgimento da marca Tiffany, que agora surge com mais força junto aos principais grupos de consumidores.

Isso inclui a meta atual da empresa: conquistar os clientes milenares. Uma pesquisa realizada pela GlobalData descobriu que o reconhecimento da marca e a afinidade aumentaram entre os consumidores com 35 anos ou menos. A marca, que até alguns anos não via esse grupo como importante, mudou suas estratégias para deixar de ser vista por essa geração como uma joalheria antiquada. As mais diversas ações da empresa têm sido para mudar essa percepção e demonstrar que tem algo novo para oferecer aos consumidores mais jovens.

Ao ver oportunidades de crescimento e entregar uma marca de luxo geograficamente diversificada, a marca de joias ignora qualquer efeito externo negativo, como a variante economia global. O marketing da empresa está sendo amplificado nas mídias sociais com a ajuda de influenciadores como Elle Fanning, Ferg, Maddie Ziegler, Yara Shahidi e Kendall Jenner personalidades que, com seus próprios seguidores fortes, têm levado mais fãs para a empresa. Os seguidores do Instagram da companhia vêm numa onda crescente: subiram para 9,3 milhões, de 8,8 milhões em agosto e 8,4 milhões em maio.

Até agora, neste ano, a Tiffany abriu nove lojas operadas pela empresa e fechou três. Em outubro, a marca operava 321 lojas contra 315 lojas no ano anterior. Outra aposta tem sido melhorar a experiência nas lojas físicas, para atrair mais jovens. Várias delas passaram por reformas e outras tantas estão em curso, incluindo uma para a sua emblemática Fifth Avenue, em Nova Iorque. A ousadia tem conseguido que a marca ressalte sua nova fase, pautada em renovação.

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