Brasileiros preferem marcas que se envolvem com a cultura

Consumidores, principalmente os jovens, querem que as marcas abracem a cultura e isto inclui colocar os clientes em primeiro lugar, contemplar um público amplo e apoiar questões sociais.

Por Erica Mendes

Você sabia que a relevância cultural de uma marca já representa 25% da decisão de compra dos consumidores, principalmente entre os mais jovens? É o que diz a recente pesquisa ‘O Impacto da Cultura’ realizada pelo Twitter, em parceria com a Magna, WMcCann e IPG Media Lab -, com 522 brasileiros do público geral e 200 brasileiros usuários do Twitter.

Segundo Camilla Guimarães, responsável pela área de pesquisa do Twitter, “esse resultado surpreendeu a todos, principalmente, por impactar mais o público jovem, entre 18 a 35 anos: 65% dos jovens se consideram mais empolgados com a cultura contra 40% dos mais velhos”.

Para os entrevistados as marcas que se sobressaem aos seus olhos quando estão avaliando se querem ou não comprar algo são aquelas que abraçam a cultura, que demonstram conhecimento dos consumidores e que retribuem à sociedade, isto inclui, colocar os clientes em primeiro lugar, contemplar um público amplo e apoiar questões sociais. De acordo com Camilla, “as marcas que querem ganhar espaço nesse território devem se aproximar de eventos, como a Copa do Mundo e festas junina, por exemplo, se alinhar às tendências de curto a longo prazo, como minimalismo e beleza natural, e dar retorno para a sociedade com iniciativas de inclusão, na luta por direitos humanos e educação, mas sempre se mantendo alinhadas ao público-alvo”, comentou a executiva.

Outros fatores como percepção positiva, preço e qualidade também são considerados no momento da compra, sendo os dois últimos ainda os mais relevantes para 47% dos entrevistados. “O aspecto preço/qualidade dos produtos da marca já não é algo bem representativo no momento de decisão de compra. Imaginávamos que seria um fator muito importante, mas o estudo nos mostrou que sua relevância foi considerada decisiva para menos da metade dos entrevistados.

Para Camilla, parte desta preocupação dos brasileiros em relação à cultura se deve pela ampliação da definição do conceito. “Sempre escutamos os termos relevância cultural, mas antes isso era sobre se associar à música, línguas, religião, culinária, tradições ou ao futebol. A cultura se ampliou bastante. É sobre estar conectado à discussão do momento, como hoje estamos debatendo sustentabilidade, assédio e demais tópicos”, contextualiza.

As empresas relevantes no âmbito cultural também causam melhor impressão nos entrevistados: 80% consideram elas mais informadas e 75% acreditam que são mais engajadas, autênticas e inclusivas.

A pesquisa revelou ainda que as redes sociais mais sensíveis ao tema são Twitter, Instagram, YouTube e Facebook. Dos usuários do Twitter, 74% preferem empresas que se conectam à cultura e 68% julgaram que as marcas precisam dar algo em retorno à comunidade de alguma forma, seja através de ações filantrópicas ou se posicionando politicamente.

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