Concebida como um “porta-joias”, a boutique refletirá o universo da alta joalheria da marca por meio de arquitetura, materiais naturais e design autoral.
Nos próximos dias, o joalheiro Ara Vartanian abrirá uma nova boutique no segundo andar do Shopping Iguatemi, em São Paulo. O espaço será apresentado como uma extensão de seu universo de alta joalheria autoral.
A matéria publicada pela WWD (Women’s Wear Daily) destaca que o ambiente de 64 m², projetado pelo Estúdio Orth, reflete o alinhamento entre design e o branding de Ara Vartanian, que tem a mineração responsável um de seus pilares. Um exemplo disso é a fachada, que combina madeira natural de imbuia e latão maciço ao quartzito Cristallo Pettrus, que foi extraído com o uso de água da chuva e energia solar.

“A ideia para este projeto no Iguatemi surgiu de um momento muito claro para a marca. Pensamos em como traduzir o mundo das joias para um espaço”, disse Vartanian à WWD. “A fachada começa com uma pedra que possui tanto transparência quanto densidade. No interior, a madeira traz profundidade em um tom mais escuro. E o metal aparece nos detalhes, nos acabamentos, quase como um fio condutor. Há uma lógica técnica muito próxima à joalheria que também se manifesta na arquitetura. A loja tem quase a sensação de um porta-joias: ao entrar, o espaço se fecha, mais íntimo e aconchegante, criando uma atmosfera de proximidade e conforto. É um projeto extremamente preciso, pensado até o menor detalhe e também concebido como um lugar de encontro, troca e experiência.”

O interior da loja traz materiais naturais, metais fundidos e marcenaria personalizada, com elementos de madeira curvada que moldam a circulação. Uma paleta de verde profundo e uma tapeçaria de grandes dimensões são usadas para criar continuidade em todo o espaço, enquanto peças vintage da coleção pessoal do joalheiro, incluindo poltronas, sofás e um piano restaurado, foram adicionadas para dar à boutique um ar acolhedor e habitado.

Segundo Ara Vartanian, o objetivo do projeto foi criar “um ambiente de convivência”, onde encontros criativos possam acontecer de forma natural, e não apenas um espaço para a exibição de joias.


