‘Diamante da Cruz Vermelha’ de 205 quilates deve arrecadar R$ 50 milhões em leilão

Famoso por seu pavilhão lapidado na forma de uma cruz de Malta, parte do seu lucro será destinado ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha

Divulgação/Christie’s

‘The Red Cross Diamond’ (‘O diamante da Cruz Vermelha’, em tradução livre) já provou ser um sucesso para a Christie’s e novamente promete ser promissor. A casa de leilões venderá a lendária gema de cor amarelo canário de 205,07 quilates pela terceira vez em 104 anos como parte de sua venda de Magnificent Jewels no próximo dia 11 de maio, em Genebra. E se as coisas correrem como esperado, estima-se que seu valor deva chegar a US$ 10,7 milhões, o equivalente a R$ 50 milhões na cotação atual, mais que o dobro do que a última venda.

Famoso por seu pavilhão distinto, lapidado na forma de uma cruz de Malta, o ‘Diamante da Cruz Vermelha’ recebeu esse nome quando foi leiloado pela primeira vez em 1918 pela empresa para beneficiar a Sociedade Britânica da Cruz Vermelha e a Ordem de São João – que usa a cruz de Malta como símbolo.

Divulgação/Christie’s

Por ter uma longa história envolvendo causas beneficentes, parte significativa do lucro obtido será destinada ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Apoiar a causa humanitária da organização é “ainda mais pungente em meio aos eventos atuais”, disse François Curiel, da Christie’s Europa, em comunicado. As equipes da Cruz Vermelha ajudaram a tirar cerca de 58 mil pessoas das regiões de combates na Ucrânia e distribuíram mil toneladas de ajuda emergencial, como alimentos, roupas de cama, barracas e água.

No entanto, por mais notável que seja, o “Diamante da Cruz Vermelha” não será a manchete que a Christie’s espera no dia do leilão. A expectativa pertence ao “The Rock”, de 228,3 quilates, o maior diamante branco já oferecido em leilão, que deve alcançar mais de US$ 30 milhões.

História

Acredita-se que a gema bruta do ‘Diamante da Cruz Vermelha’ tenha sido encontrada em 1901 na África do Sul pela mineradora De Beers, pesando cerca de 375 quilates.
Em 1918, um famoso joalheiro londrino chamado S.J. Philips arrematou a pedra preciosa lapidada por £ 3 milhões, cerca de R$ 18,4 milhões.
Depois de um tempo, a gema foi adquirida por um membro de uma família real europeia. E, em 1973, foi leiloado pela segunda vez, tendo sido vendido para um empresário americano pela Christie’s na cidade de Genebra, na Suíça.

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