Maior diamante branco lapidado vai a leilão

Com 228,31 quilates, a gema é a maior do tipo já catalogada e deve arrecadar US$ 30 milhões

Depois de leiloado o maior diamante negro lapidado, agora é a vez do maior diamante branco lapidado ser ofertado ao mercado. A gema de 228,31 quilates, que foi batizada de ‘The Rocks’ (em tradução livre, ‘A pedra’), irá a leilão no dia 11 de maio, na Suíça, pela Christie´s.

Em comunicado, a empresa declarou que a pedra foi extraída e polida na África do Sul há mais de 20 anos e que é o “maior diamante em lapidação pera, de cor G e pureza VS1 já catalogado, conforme classificação do Gemological Institute of America (GIA)”.
“’The Rocks’ se juntará às melhores pedras preciosas lendárias que passaram pelos salões de vendas globais da Christie’s desde 1766”, afirmou Rahul Kadaki, chefe internacional de joalheria da casa de leilões, na última sexta-feira, 25.

Rahul Kadakia, chefe internacional de joalheria da Christie’s, com The Rock. Foto: Divulgação Christie´s

A estimativa de arrecadação é de até US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 142 milhões, na cotação atual. Até então, o recorde de venda é de um diamante branco de 163,41 quilates, que arrecadou US$ 33,7 milhões, cerca de R$ 160 milhões, em 2017.

Exposição
Antes de ser arrematado, o diamante ‘The Rocks’ – que já fez sua estreia ao público em Dubai -, cumprirá um circuito de exposição, passando por em Taipé (Taiwan), Nova York e Genebra.

The Rocks. Foto: Divulgação Christie´s

Mercado de diamantes aquecido
Há quase duas décadas, a Christie’s intermediou pela primeira vez a venda privada desta pedra preciosa para um colecionador. E, recentemente, ele procurou a casa de leilões para vender “The Rock” no mercado público após a procura por diamantes ter aumentado no ano passado, explica o chefe internacional de joalheria da Christie’s, Rahul Kadakia, à Bloomberg.

Apesar de muitos consumidores jovens levantarem a bandeira da sustentabilidade com lab-grown diamond, a indústria de diamantes está em crescimento, depois de ser atingida pela pandemia. Mineradoras como De Beers e Alrosa, terminaram o ano passado com números de vendas superiores a 2019, ou seja, antes da pandemia.

Ainda segundo a Bloomberg, os clientes que passam mais tempo em casa continuam a gastar dinheiro com diamantes em detrimento a outros luxos dificultados pela pandemia, como viagens, e agora pela guerra Rússia x Ucrânia.

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