FENINJER+ 2026 | A Maior Feira de Joias da América Latina

Um novo olhar sobre os diamantes de laboratório

Um novo olhar sobre os diamantes de laboratório

Um novo olhar sobre os diamantes de laboratório

A crescente aceitação pela gema sintética já está impactando a extração dos exemplares naturais, apesar de ainda demandar de muita energia elétrica em sua produção

Foto por Racool_studio – br.freepik.com

Se até pouco tempo atrás o diamante de laboratório não era benquisto pela maioria dos joalheiros mundo afora, esse cenário começou a mudar em maio do ano passado quando a dinamarquesa Pandora anunciou que não venderia mais diamantes extraídos na natureza. De lá pra cá, o setor começou a ver com outros olhos as joias sintéticas, afinal ambos os tipos de pedra são diamantes, diferindo apenas quanto à sua origem.

Apesar de um número crescente de joalheiros estarem adotando a venda de diamantes sintéticos (muitos com o único objetivo de promover uma imagem mais amiga do meio ambiente), em entrevista à BBC, o CEO da Pandora, Alexander Lacik, explicou que a transição era parte de um plano mais amplo em direção à sustentabilidade. No entanto, apesar desta tecnologia estar em constante melhoria, ainda existem problemas: a fabricação de diamantes artificiais demanda muita energia elétrica em sua produção, o que pode significar mais queima de combustíveis fósseis em alguns lugares do mundo.\

O impacto dos diamantes de laboratório no mercado

A maior aceitação pelos diamantes feitos em laboratório já está sendo medida e tem chamado a atenção. Em 2020, sua produção atingiu um montante entre 6 a 7 milhões de quilates no mundo, segundo dados levantados pela BBC.

Como cada quilate (o equivalente a 0,200 grama) produzido manualmente significa menos um quilate extraído do solo, o aumento dos sintéticos implicou em queda na produção dos diamantes retirados da natureza que, segundo a consultoria Bain & Co., foi de 111 milhões de quilates em 2020, contra um pico de 152 milhões registrados em 2017.

Diamantes naturais x sintéticos

Enquanto os chamados diamantes naturais se formaram ao longo de milhões de anos pela força da natureza, os diamantes de laboratório são produzidos por técnicos a partir de um cristal de carbono dentro de uma câmara de micro-ondas com metano (ou outro gás com átomos de carbono). O resultado – uma bola brilhante de plasma superaquecida – cria partículas que se cristalizam em forma de diamantes em até dez semanas.

Compartilhar
Rolar para cima