Nova tecnologia promete revelar DNA de identificação de pérolas

Empresa cria serviço que usa impressão digital de DNA para identificar as gemas

Por Gabriel Moura

Cada vez mais cresce a pressão dos consumidores em relação à origem das matérias-primas usadas nos produtos. Diante dessa tendência, a joalheria vem buscando meios de rastrear gemas e metais, de modo a oferecer segurança e credibilidade às joias.

Frente a essa necessidade do mercado, o Instituto Gemológico Suíço (SSEF) está lançando um novo serviço que usa a tecnologia de impressão digital de DNA para identificar espécies de pérolas.

Desenvolvido em parceria com o Instituto de Medicina Legal da Universidade de Zurique, o serviço é uma expansão do banco de dados e capacidades de referência de impressão digital de DNA da SSEF, que agora inclui oito espécies de ostras que produzem a maioria das pérolas encontradas no comércio de pérolas naturais e cultivadas.

As espécies de pérolas que podem ser distinguidas conclusivamente usando esses métodos de impressão digital de DNA são:

• Pinctada radiata (ostra pérola do Golfo Pérsico e do Arábia / Ceilão)

• Pinctada imbricata (ostra pérola do Atlântico)

• Pinctada fucata / martensii (ostra pérola de Akoya)

• Pinctada maxima (ostra pérola do mar do Sul)

• Pinctada margaritifera (ostra pérola de lábios pretos do Taiti) )

• Pinctada mazatlanica (ostra pérola do Panamá)

• Pinctada maculata (ostra pérola de Pipi)

• Pteria sterna (ostra pérola com lábios de arco-íris)

A impressão digital de pérolas no DNA foi desenvolvida pela SSEF com parceiros da ETH Zurich. O método quase não destrutivo foi aperfeiçoado desde então, e a quantidade de material necessário da pérola para o teste foi consideravelmente reduzida para uma quantidade infinitesimal, de acordo com o SSEF.

A pesquisa da SSEF sobre identificação de espécies cria oportunidades importantes para entender melhor as rotas históricas de comércio de pérolas e as origens dos mesmos notáveis. Em combinação com a tecnologia de namoro por idade fornecida pela SSEF desde 2017, é possível obter informações científicas anteriormente inacessíveis sobre a formação de pérolas.

Segundo a empresa, a impressão digital do DNA contribuirá para documentar ainda mais a origem e proveniência geográfica das pérolas naturais históricas e os esforços de rastreabilidade no comércio de pérolas cultivadas.

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