Rubi e esmeralda são destaque em relógios de luxo

Fabergé investe em novidades explorando o luxo dessas gemas

Gabriel Moura

Quando a Gemfields comprou a Fabergé em 2013, era uma questão de tempo até que os relógios trouxessem rubis moçambicanos e esmeraldas zambianos da empresa. Hoje, a oficina da divisão de relógios da Fabergé é uma referência frequente à herança russa da marca quando se trata de desenhar e produzir modelos luxuosos com esmaltes decorativos, laca e as famosas pedras preciosas.

Os rubis decoram a última versão do premiado relógio Lady Compliquée Peacock – um dos mais visados e desejados da casa. O modelo traz um design que captura o espírito de Peter Carl Fabergé e seu famoso Ovo Pavão de 1908 através de um movimento primoroso que tem a cauda de um pavão desdobrando-se gradualmente num movimento completo a cada hora. A diretora de relógios da Fabergé, Aurélie Picaud, apresentou pessoalmente este e outros novos relógios da oficina para a mídia de Nova York. Os detalhes são luxuosos. Ao mostrar a peça, ela apontou que cada pena do pavão é revestida de diamantes é traz detalhes em rubis.

Enquanto isso, os modelos Lady Libertine I e II oferecem uma exibição verdejante de esmeraldas oriundas da mina Kagem da Gemfields, que homenageia a paisagem natural da Zâmbia através de detalhes contemplativos como um motivo geográfico estilizado expresso em esmeraldas e diamantes esmaltados, ásperos e esculpidos à mão. E ali, uma filigrana de ouro vai delineando as margens dos rios da região. Uma peça central de esmeralda esculpida à mão e com um diamante aponta para a flora nativa da Zâmbia. Horas e minutos são marcados por mãos em formas de folha.

A direção geral para os relógios da Fabergé tem buscado trabalhar com o imaginário e usar em suas peças a ideia de trazer segredos e surpresas dentro do movimento de seus modelos. Assim que os minutos e horas passam, detalhes escondidos são revelados apenas ao usuário dentro do design do mostrador ou dos mecanismos de encaixe. Um dos modelos que foram apresentados traz, por exemplo, uma abertura central que revela uma segunda indicação de fuso horário visível apenas da perspectiva do usuário.

A Fabergé tem trabalhado com parceiros como a Agenhor, um fabricante suíço que desenvolve a parte de engenharia de movimentos de relógios com tecnologia de última geração. Mas isso, sem deixar de lado as referências aos famosos ovos imperiais da casa, obras-primas que há séculos são trabalhadas em cristal de rocha, pedra da lua, platina e diamantes.

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