Tendências para o mercado de moda neste cenário desafiador da Covid-19

Experts apontam 5 tendências para o mercado de moda neste cenário desafiador da Covid-19

Por Fernanda Baldioti

Três elos da cadeia da moda se uniram para discutir suas percepções diante o consumidor moderno: Enrique Sillas, da Jeanologia, Pedro Daminelli, da Damyller, e Marcel Imaizumi, da Vicunha, participaram da 5ª edição do webinar #JeansID, que teve mediação de Fábio Felix, coordenador na Vicunha. Os experts discutiram sobre tendências do consumidor, digitalização da produção, futuro da lavanderia, potência do Brasil no setor de moda global e, sobretudo, relacionada à sustentabilidade. Após a conversa, observou-se cinco tendências de moda inteligente. Confira:

1. Consumidor mais consciente, mas com menos dinheiro: um dos resultados mais drásticos da pandemia é repercutido na crise econômica global, com impacto significativo no consumo feito por um público, cada vez mais, atento e ativista às causas socioambientais. Portanto, como atingir o consumidor com produtos relevantes e com preços satisfatórios? Segundo Pedro Daminelli, gerente de Sustentabilidade na Damyller, a comodidade é a palavra-chave no setor: “Precisamos pensar em como viabilizar isso por meio de e-commerce e outras soluções, ao mesmo tempo que agimos no nosso micro setor e conduzimos esse propósito para toda a cadeia.”

2. É preciso ser viável e relevante: durante uma crise econômica como a atual, segundo Marcel, o caminho é contribuir com lançamentos que sejam vendáveis e viáveis para toda a cadeia. Para tanto, é necessário um trabalho contínuo de análise de tendências e investimento de conhecimento para serviços. “Ser sustentável é reduzir custos. Tecnologias que se dizem sustentáveis e não são mais baratas são impossíveis”, complementa Enrique, da Jeanologia. Para o expert, as empresas se beneficiarão ao extraírem de modelos sustentáveis benefícios como simplificação de processos, agilidade e melhora de produtos.

3. Futuro da sustentabilidade: “Precisamos pensar em fabricar o que se vende e não vender o que se fabrica”. Enrique defende que o envolvimento da cadeia de ponta a ponta é premissa essencial para a sustentabilidade nas empresas, uma vez que, ao promoverem respeito aos consumidores, conseguirão da mesma forma diminuir custos e tempo de produção. Pilar importante da discussão, enunciado por Marcel, os certificados e selos de qualidade e sustentabilidade nunca foram tão necessários como agora, já que representam bandeiras importantes de diferenciação para o consumidor. “Os selos não existem mais apenas por uma questão de compliance, mas por uma questão de causa. Eles mostram apoio da empresa a comportamentos e são uma ferramenta importante para o varejo se comunicar com o consumidor”, explica Marcel.

4. O Brasil é bonito por natureza, mas falta exportar: Segundo Marcel, ao contrário de outros países, onde o uso de água para a cultura do algodão é em boa parte proveniente de lençóis freáticos – cada vez mais escassos -, a cadeia têxtil no Brasil sai na frente por começar seu ciclo a partir de uma irrigação baseada no regime de chuvas. Tal diferenciação confere maior ganho competitivo ao país em termos de sustentabilidade, uma vez que demanda menos recursos de outras fontes. O país também conta com grandes marcas, além de leis trabalhistas e ambientais rigorosas, o que eleva o padrão de sustentabilidade quando comparado a outros países do globo com menos regulações.

5. O futuro é digital: mais do que nunca, a tecnologia já se estabeleceu como elemento essencial em qualquer modelo de negócio. Na moda, não seria diferente. “Os tecidos serão apresentados de forma digital no futuro”, afirma Enrique.

Fonte: Fashion Network

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