Vamos sobreviver à Revolução Digital?

Por Leila Navarro

 

Foto: Lecom

 

O mundo digital está inovando cada vez mais, e isso não é novidade para ninguém! Com funcionários trabalhando remotamente, empresas passaram a utilizar com mais frequência ferramentas digitais para a comunicação. Dias atrás, recebi uma notícia que me chocou bastante: “As demissões a distância estão mais comuns e algumas empresas começaram a usar o WhatsApp para isso”. A prática foi considerada com valor legal pelo TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), que cobre 46 cidades do estado de São Paulo, inclusive a capital, mas, apesar de ser legal, o quanto é aceitável? O quanto isso é ético e humanizado?

 

Eu acho que já chegamos muito longe, não é mesmo? Não sou expert em tecnologia/inteligência artificial, mas sou uma pessoa curiosa que está sempre estudando sobre o assunto e tenho certeza que precisamos ser cada vez mais humanos em um mundo cada vez mais digital, se quisermos seguir fazendo parte do Planeta Terra. Tem certas coisas que não retrocederão, o que precisamos fazer é encontrar o melhor jeito para lidar com essa questão.

 

E para você não dizer que estou em cima do muro, vamos lembrar o que significa mundo BANI (frágil, ansioso, não linear e incompreensível). O que me chama atenção neste termo elaborado pelos estudiosos da escola de Caos, é o incompreensível! Eu não perguntaria se está questão que estamos discutindo é aceitável ou não, eu simplesmente diria: Não estou compreendendo!

 

Analise comigo esse outro caso que aconteceu recentemente: A empresa russa de serviços de pagamento Xsolla demitiu 150 funcionários de uma vez. O que causou polêmica não foi a redução do pessoal em si, mas a carta do CEO, na qual ele tentava explicar o motivo dessa decisão. Agapitov informou a seus funcionários que eles estavam sendo demitidos com base na análise de big data de sua atividade.

 

Na carta de demissão constava o seguinte:

Você recebeu este e-mail porque minha equipe de big data analisou suas atividades no Jira, Confluence, Gmail, bate-papos, documentos, painéis e marcou você como funcionário não engajado e improdutivo. Em outras palavras, você nem sempre estava presente no local de trabalho quando trabalhava remotamente.

 

Cá entre nós, não vamos conseguir parar este movimento tão acelerado do Big Data. E afinal, para que buscamos recolher tantos dados? Isso pode trazer coisas maravilhosas para nós e também alguns desastres como este, onde o ser humano vai se sentir assim: descartável! Me parece uma versão atualizada dos Tempos Modernos de Charlie Chaplin.

 

Não posso fechar essa questão, o que posso fazer é alertar para que possamos usar os recursos tecnológicos que temos, focarmos em processos rápidos, produtivos, escaláveis, lucrativos e etc. Não podemos esquecer que tudo o que fizemos e fazemos é para trazer felicidade e sentido à vida dos habitantes da Terra, e às vezes, me dá a impressão que estamos na direção oposta, como se estivéssemos trabalhando para dizimar os seres humanos deste Planeta. Será por isso que alguns bilionários estão investindo tempo e dinheiro para a conquista espacial?

 

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