Compradores omnichannel são mais valiosos para as marcas de produtos de luxo

Os afluentes são cada vez mais atraídos pelas compras on-line por conveniência, mas os compradores omnichannel gastam mais em itens de luxo do que a média dos consumidores on-line ou off-line.

Erica Mendes

“Os compradores omnichannel são mais valiosos para as marcas de produtos de luxo”, é o que aponta do ‘Luxury Retail Forecast’, da Forrester, Os consumidores que compram produtos de luxo em lojas físicas e digitais gastam até quatro vezes mais do que os consumidores que compram exclusivamente em lojas físicas ou on-line.

Segundo o estudo, quase 20% do crescimento das vendas de luxo até 2023 será originada pelo comércio eletrônico. Michael O’Grady, analista de previsões da Forrester, citou que o varejo on-line está decolando muito mais rápido do que se pensava inicialmente. As vendas cresceram 24% em 2018, impulsionadas pelo aumento do número de compradores on-line e pelo aumento dos itens adquiridos. “Em nossa pesquisa de compradores de luxo nos EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha e Itália, a quantidade de produtos no carrinho on-line superou, pela primeira vez, a cesta de compras na loja física”.

Mais de 80% dos compradores de luxo são influenciados digitalmente. O e-commerce permite que os afluentes naveguem por uma ampla gama de produtos, além de ler as avaliações e verificar a disponibilidade. Eles também são mais propensos a seguir as redes sociais das marcas de luxo, principalmente no Instagram e no Facebook, que tiveram um aumento de 20% em seguidores em 2017.

No entanto, as estratégias omnichannel permanecem valiosas. Com as lojas físicas continuando a impulsionar as vendas, os varejistas de luxo estão reavaliando suas ações in loco. Embora algumas marcas estejam abrindo grandes espaços e outras reduzindo o tamanho, ambas estão trabalhando para melhorar as experiências dos compradores nas lojas.

As marcas de luxo que possuem lojas têm mais controle sobre a experiência de compra, o mix de produtos e o atendimento ao cliente”, pontuou O’Grady. “A loja continuará a ser toda sobre a experiência. “Os compradores de luxo dão grande importância ao toque do produto e sentem e usam a loja para inspirar futuras compras”, disse ele.

O futuro promissor é a soma dos esforços de todos os canais, que devem funcionar simultaneamente como se fossem um só ponto de contato com o cliente.  “As lojas vão adotar os serviços de e-commerce daqui para frente, como o clique dentro do espaço físico”, concluiu O’Grady.

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