EUA proíbe importação de diamantes do Zimbábue

Alegação é de que as gemas foram produzidas com uso de trabalho forçado

Débora Rodrigues

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) bloqueou a importação de diamantes em bruto extraídos dos campos de Marange no Zimbábue, alegando que eles foram produzidos usando trabalho forçado.

A agência tem investigado casos de trabalho forçado nas cadeias de suprimentos globais e baseou a proibição em evidências que investigou após obter informações de várias fontes, incluindo notícias, dicas do público e a comunidade comercial, ou através de seus próprios métodos de investigação.

Todd Owen, comissário assistente executivo do escritório de operações de campo do CBP, lembrou que conforme a lei dos EUA, é ilegal importar para o país mercadorias que sejam feitas total ou parcialmente por trabalho forçado.

O Zimbábue é uma fonte de disputa para os EUA desde 2008, depois que as forças de segurança do Estado mataram quase 200 cidadãos em um esforço para reprimir a mineração informal. Esse fato resultou em sua remoção do Processo Kimberley (processo de certificação de origem de diamantes concebido para evitar a compra e venda de diamantes de sangue). Enquanto o KP voltasse a vigorar no Zimbábue em 2011, as sanções dos EUA impostas aos diamantes do país permanecem em vigor.

O CBP também emitiu quatro outras proibições, inclusive contra o ouro de pequenas minas artesanais no leste da República Democrática do Congo (RDC).

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